Ainda em recuperação, Neymar não vai enfrentar o Haiti – 18/06/2026 – Esporte


Ainda não vai ser na segunda rodada da Copa do Mundo a estreia de Neymar. O jogador não nem sequer vai viajar com a delegação para a Filadélfia, palco da partida contra o Haiti, nesta sexta-feira (19).

Em nota, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), informou que o camisa 10ficará em Nova Jersey para otimizar a fase final do seu processo de recuperação, fazendo uso das estruturas de excelência do hotel The Ridge e do CT de Columbia Park.

Na quarta-feira (17), Neymar havia feito apenas o seu primeiro treino junto com todos os demais jogadores da seleção brasileira. No dia anterior, como parte do processo de recuperação da lesão na panturrilha direita, ele havia ido ao gramado pela primeira vez para fazer exercícios leves.

Conforme mostraram imagens divulgadas pela própria CBF, ele brincou com a bola em alguns lances de habilidade, em treino que foi fechado para a imprensa. Mesmo com a aparente evolução, era improvável que ele tivesse condições de ficar à disposição de Carlo Ancelotti para enfrentar o Haiti.



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Parreira tem inflamação pulmonar e respira por aparelhos – 18/06/2026 – Esporte


O ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, 83, está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Samaritano Barra, na zona sudoeste do Rio de Janeiro.

Parreira tem quadro de inflamação pulmonar e respira com auxílio de aparelhos, de acordo com o hospital. Ele está estável e sem previsão de alta para o quarto. A informação da internação de Parreira foi divulgada nesta segunda-feira (18) pela unidade de saúde.

A nota divulgada pelo hospital Samaritano afirma que a família do ex-treinador “agradece as manifestações de carinho”. Em entrevista coletiva na segunda, o defensor Danilo, da Seleção, manifestou apoio à família. Zinho, ex-meio-campista tetracampeão com Parreira em 1994, estava entre os jornalistas da coletiva e também desejou apoio.

“A situação não é das melhores, mas eu creio. A torcida é neste sentido. Vanessa, que é filha dele, falou comigo que realmente teve uma complicação na parte do pulmão. Ele está internado e teve que ser intubado. Está estável”, disse o ex-meia ao site 365Score.

Em 2024, Parreira realizou quimioterapia para tratamento de um linfoma de Hodgkin.

Comandante da campanha do Brasil no tetracampeonato da Copa do Mundo de 1994, Parreira participou por vídeo da apresentação de Carlo Ancelotti na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no ano passado. Ele estava nos Estados Unidos e saudou a chegada do italiano, em gravação.

Parreira foi preparador físico da seleção do tri, comandada por Zagallo em 1970, e técnico do tetra, em 1994. A dupla voltou à Seleção em 2006 —Parreira como treinador e Zagallo como auxiliar.

Parreira ainda esteve na comissão técnica da Copa do Mundo de 2014, em que Luiz Felipe Scolari foi o técnico.

Além das quatro Copas em que acompanhou o Brasil, dirigiu o Kuwait, em 1982, os Emirados Árabes Unidos, em 1990, a Arábia Saudita, em 1998, e a África do Sul, em 2010.



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Vozinha é superado por 2 goleiros em defesas; veja ranking – 18/06/2026 – Esporte


Uma das principais sensações da primeira rodada da Copa do Mundo, o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, foi um dos grandes responsáveis pelo 0 a 0 contra a favorita Espanha, pelo Grupo H.

No entanto, outros dois goleiros, fizeram mais defesas que o arqueiro africano. O primeiro colocado foi o saudita Al Owais, que fez o que foi possível para deter o ataque uruguaio, mas acabou tomando um gol no final, no empate por 1 a 1. Apesar disso, ele fez nove defesas, duas a mais que Vozinha.

Outro paredão foi o australiano Patrick Beach, que brecou qualquer tentativa turca na vitória por 2 a 0. Foram oito defesas que ajudaram sua equipe a garantir a vitória.

Vida difícil teve o croata Livakovic. Ele conseguiu as mesmas sete defesas de Vozinha. Ainda assim, não foi suficiente para conter o ataque inglês, liderado por Harry Kane. No 4 a 2 da Inglaterra, Livakovic chegou até a pegar um pênalti, mas o goleiro mandou voltar porque ele se adiantou.

Curiosamente, outro goleiro que entrou para o top 10 foi Room, de Curaçao, com quatro defesas. O que significa que o 7 a 1 sofrido para a Alemanha poderia ter sido pior.



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Copa: Escoceses transformam Boston em Edimburgo americana – 18/06/2026 – Esporte


Milhares de escoceses que viajaram a Boston para acompanhar a seleção de seu país na Copa do Mundo estão mudando a dinâmica da cidade.

Bares preparam estoques de cerveja para receber torcedores com sede nesta sexta-feira (19), quando a Escócia enfrenta Marrocos pela segunda rodada do Grupo C, dias após uma invasão amigável ao estádio dos Red Sox, tradicional clube de beisebol da capital de Massachusetts.

A vitória por 1 a 0 sobre o Haiti no sábado (13) obrigou os funcionários de pubs a correr atrás de suprimentos emergenciais para satisfazer os britânicos que queriam comemorar.

“Estou nesse ramo há mais de 30 anos e nunca vi nada parecido”, disse à Reuters Billy DeCain, gerente geral do bar Sam Adams, que fica no centro da cidade. “Eles dormem alguma hora? Eles se cansam? Estavam de volta no dia seguinte às 11h da manhã.”

Foi a estreia da Escócia em Copas 28 anos após a última participação na competição, em 1998, na França.

Nascido em 1999, Mark Kelly saiu de uma cidade perto de Glasgow e viajou aos Estados Unidos só para assistir à partida contra o Haiti, pela qual desembolsou US$ 450 (cerca de R$ 2.300). “Não sei se vai acontecer de novo, então tínhamos que vir”, afirmou, cercado de amigos com menos idade do que a ausência do país em Mundiais.

Conhecida como Tartan Army (ou exército tartan), nome da lã com padrão xadrez usada para confeccionar os tradicionais kilts (roupa escocesa que se assemelha a saias), a torcida foi convidada a assistir ao jogo dos Red Sox contra o Texas Rangers no dia seguinte.

Cerca de 5.000 pessoas atenderam ao chamado e lotaram as arquibancadas do Fenway Park no domingo (14). No trajeto até o estádio, uma marcha com direito a gaitas de fole que conquistou os habitantes de Boston.

“Os torcedores escoceses são os melhores. Eles têm sido calorosos, têm apoiado nossos negócios, têm conhecido nossa comunidade e tratado Boston como se fosse um lar longe de casa para eles”, disse a prefeita da cidade, Michelle Wu, vestida com uma camisa azul da Escócia. “Espero que o Tartan Army continue voltando a Boston.”

Dentro do Fenway Park, a torcida entoou a plenos pulmões canções reproduzidas pelo sistema de som, como “Dancing Queen”, do ABBA, além de seus cânticos tradicionais.

Gail Nicholl voou para Boston vinda de Edimburgo, mas disse que não tinha planos de assistir a uma partida, preferindo apenas participar da festa.

“O Tartan Army é conhecido por se divertir”, disse ela. “É a camaradagem. Todo mundo cuida de todo mundo. É fabuloso. É uma grande família.”

Depois de jogar contra Marrocos, a Escócia viaja a Miami para enfrentar o Brasil no dia 24 de junho, quarta-feira.



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Copa: Vitinha lidera passes certos; veja o top 10 – 18/06/2026 – Esporte


Após os 24 jogos da primeira rodada da Copa do Mundo de 2026, os atletas somaram 21.969 passes certos.

Logo depois do jogo entre Espanha e Cabo Verde, três jogadores da seleção europeia lideravam a estatística, em uma partida ditada pela posse de bola e muitos toques laterais, apesar do 0 a 0.

No entanto, o meio-campista Vitinha, de Portugal, foi o mestre nesse quesito.

Em sua estreia, o jogador, que também é um dos desquess do PSG, deu 128 passes, sendo 121 deles certos, ou seja, chegaram ao companheiro de time na estreia contra a República Democrática do Congo, empate em 1 a 1.

O trio espanhol vem em seguida na lista dos 10 melhores, com Rodri, com 116 passes certos, Pau Cubarsi, com 107, e Aymeric Laporte, com 106.

O argelino Mandi completou os cinco primeiros do quesito em derrota para a Argentina. Curiosamente, nenhuma das seleções com os melhores passadores venceu na primeira rodada.



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Premier League larga como torneio mais artilheiro da Copa – 18/06/2026 – Esporte


Mais de 50 jogadores já balançaram as redes na primeira rodada da Copa do Mundo.

Mas o que têm em comum Havertz, da Alemanha, Ayari, da Suécia, Haaland, da Noruega, e Wissa, da República Democrática do Congo? Todos disputam a mesma liga, a festejada Premier League.

Passada a primeira rodada da Copa do Mundo, com as 48 seleções disputando um jogo, atletas do Campeonato Inglês foram responsáveis por 15 dos 75 gols, 20% do total.

Da turma citada acima, Havertz (Arsenal), Ayari (Brighton) e Haaland (Manchester City) fizeram dois gols cada um. Outros nove jogadores fizeram um gol, como o congolês Wissa, do Newcastle.

Curiosamente, nenhum dos gols foram marcados por representantes do English Team. Na vitória por 4 a 2 da Inglaterra frente à Croácia, a artilharia ficou por conta de Harry Kane (2), do Bayern de Munique, e a dupla Bellingham e Rashford, dos espanhóis Real Madrid e Barcelona, respectivamente.

A goleada da Premier League poderia ser ainda maior se o West Ham, do holandês Summerville (autor do segundo gol no empate contra o Japão), não tivesse sido rebaixado —o que faz do time de Londres agora uma equipe da Championship.

O segundo lugar entre as ligas artilheiras, por enquanto, está com a Bundesliga. Dos 11 gols que saíram do Campeonato Alemão, 5 foram da turma da casa, jogadores germânicos que atuam em clubes como Bayern (Musiala) ou Borussia Dortmund (Schlotterbeck e Nmecha).

Se o alemão Havertz fez dois para a Premier League, o inglês Kane retribuiu o favor para a Bundesliga.

Completando o pódio está a Ligue 1, o Campeonato Francês, com 7 gols. E o principal goleador na terra de uma das principais favoritas ao título não é nenhum jogador do PSG. O nova-iorquino Balogun, atacante da seleção dos Estados Unidos e do Monaco, marcou 2 gols.

O fraco desempenho da seleção espanhola, responsável pelo único 0 a 0 da primeira rodada da Copa —a culpa, na verdade, foi do goleiro cabo-verdiano Vozinha—, afetou o desempenho de La Liga.

O Campeonato Espanhol tem apenas 5 gols, 4 deles de jogadores do Real Madrid: Mbappé (2), da França, Vinicius Junior (1), do Brasil, e o já citado Bellingham.

DIVISÃO POR CLUBES

Olhando apenas para os clubes, Real Madrid e Bayern de Munique (com os 2 de Kane, Musiala e Luis Diaz) dividem a artilharia com 4 gols cada um.

Depois, vêm os finalistas da Champions League, Arsenal e PSG, e o Inter “Messi” Miami, com 3 gols.

Para fazer a apuração dos gols, foi considerado o time pelo qual o jogador atuava quando foi convocado.

Portanto, o gol do mexicano Raúl Jiménez foi contabilizado para o Fulham, da Premier League, não para o Wolverhampton, rebaixado para a segunda divisão, clube para o qual o camisa 9 mexicano se transferiu há poucos dias.

Ainda assim, a Championship inglesa fecha o top 5 das ligas goleadoras com 4 gols, como o do canadense Larin, do Southampton.

A MLS, liga dos Estados Unidos, também tem 4 gols, graças aos 3 do artilheiro da primeira rodada, Messi, que atua pelo Inter Miami —o outro gol foi do croata Musa, do FC Dallas.

Mauricio salva Brasileiro

Ao todo, 25 ligas foram representadas com gols a favor na primeira rodada, incluindo duas de segunda divisão (a Championship inglesa e a segunda divisão alemã) e campeonatos de países que não estão na Copa.

Se a Itália foi eliminada na repescagem, pelo menos as torcidas de Como e Genoa tiveram algum alento com os gols de seus representantes, respectivamente, o croata Baturina e o norueguês Ostigard.

O Campeonato Brasileiro, que bateu recorde de convocados, com 32 atletas espalhados por diversas seleções, também entrou para a lista, graças ao gol de Mauricio. O palmeirense saiu do banco do Paraguai para marcar o gol de honra na goleada sofrida de 4 a 1 na estreia, contra os EUA.

O Campeonato Argentino entrou no grupo quase no último instante. E não com algum jogador da seleção campeã do mundo. Quem salvou os hermanos foi o colombiano Campaz, do Rosario Central.

Teve jogador ganês marcando para o Campeonato Dinamarquês; tunisiano para o Esloveno; ou bósnio para o Romeno. Até a Rússia, impedida de disputar as Eliminatórias, teve um golzinho de atleta de seu torneio (o iraniano Mohebi, do Rostov).

Os jogadores que atuam no Brasil se destacam ainda em outra lista mais infame, a de gols contra, com cinco artilheiros. Entre eles, Bobadilla, o são-paulino paraguaio.



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Copa do Mundo: Torcedores vaiam pausas para hidratação – 18/06/2026 – Esporte


Torcedores vaiaram os intervalos obrigatórios de hidratação da Fifa durante partidas da Copa do Mundo na quarta-feira (17). As vaias ecoaram no estádio de Dallas, no confronto entre Inglaterra e Croácia, e em Toronto, onde Gana enfrentou o Panamá.

Os intervalos obrigatórios de três minutos da Fifa, um em cada tempo, têm gerado polêmica desde que foram introduzidos pela primeira vez nesta Copa do Mundo para ajudar os jogadores a lidar com o calor e a umidade do verão americano.

Críticos afirmam que os intervalos interrompem o ritmo da partida, enquanto outros veem sua introdução como uma manobra cínica para dividir o jogo em quatro quartos e dar às emissoras mais oportunidades de exibir anúncios.

Os torcedores da Inglaterra haviam anunciado nas redes sociais que manifestariam sua oposição na partida de quarta-feira, e as vaias começaram a ecoar das torcidas da Inglaterra e da Croácia assim que o árbitro Clement Turpin apitou para sinalizar o intervalo, aos 22 minutos.

O intervalo para hidratação também foi mal recebido na fria Toronto, durante a outra partida do Grupo L do dia, quando os torcedores vaiaram enquanto os jogadores do Panamá e de Gana caminhavam em direção aos respectivos bancos de reservas, sob uma chuva constante.

“Se há um intervalo, é para fazer ajustes”, disse o técnico do Panamá, Thomas Christiansen, após a derrota de sua equipe por 1 a 0 para Gana. “Não estava calor, mas temos que aceitar que são os anunciantes da televisão que estão pagando por tudo isso.”

Também houve vaias da torcida quando o primeiro intervalo começou na terça-feira, na partida da Noruega contra o Iraque no estádio de Boston, onde a temperatura era amena, de 23 graus.

O Iraque estava empatando em 0 a 0 com os noruegueses e jogando bem quando o intervalo começou, mas sofreu um gol quatro minutos após a retomada da partida e acabou perdendo por 4 a 1.



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Vozinha: quero um local para ser feliz e mais apoio para o meu país


Um goleiro cabo-verdiano, de 40 anos, sem contrato ativo com um clube, estreando na Copa do Mundo contra uma das favoritas para ganhar o Mundial: a Espanha. Ao fim da partida, foi ele o principal responsável pelo empate de 0 a 0, o que o transformou em uma celebridade mundial e no melhor jogador em campo, segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa).

O feito rendeu a Josimar José Évora Dias, o Vozinha, mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais e um lugar no coração dos brasileiros.

O guarda-redes, como é chamada a posição de goleiro em Cabo Verde, se profissionalizou aos 25 anos, muito depois do que costuma ser o padrão no futebol.

E, se tarde entrou para o nível de alto rendimento, não seria cedo que desistiria de seguir carreira. Vozinha espera que a visibilidade alcançada renda um novo contrato para que seja “feliz” nos seus últimos anos de atuação.

 


Goleiro Vozinha, de Cabo Verde
Goleiro Vozinha, de Cabo Verde

Goleiro Vozinha, de Cabo Verde – Reprodução Instagram @vozinha

Outra esperança do cabo-verdiano da ilha de São Vicente é que os jovens atletas de seu país se beneficiem da fama recente da seleção e conquistem melhores condições para a prática do esporte.

Em entrevista exclusiva ao jornalista André Vieira (que está em Cabo Verde), correspondente da Telesur ─ parceira da TV Brasil ─, Vozinha contou a expectativa dos jogadores da seleção para as próximas partidas, e um pouco da própria história e dos laços com a cultura brasileira.

Confira os principais trechos da entrevista 

André Vieira: Vozinha, aqui em Cabo Verde, estão dizendo que era 1% de chance e 99% de fé. Como está o clima para vocês após esse empate?

Vozinha: Tranquilo. Obviamente, que a malta [galera] ficou muito feliz pelo resultado, pelo esforço e pela exibição que conseguimos. Mas nós sabemos da qualidade do nosso grupo. Sabemos das nossas limitações também, mas sabemos que podemos competir com qualquer seleção.

Tudo pode acontecer em 90 minutos, mas nós estamos aqui para competir, como eu disse, para dignificar o nome de Cabo Verde. Estamos felizes com o resultado, estamos satisfeitos, mas ainda não acabou. Tem um longo caminho pela frente.

 


Entrevista do jogador de futebol e goleiro de Cabo Verde, Vozinha, a Telesur e à TV Brasil. Frame: Telesur/TV Brasil/Reprodução
Entrevista do jogador de futebol e goleiro de Cabo Verde, Vozinha, a Telesur e à TV Brasil. Frame: Telesur/TV Brasil/Reprodução

Entrevista do jogador de futebol e goleiro de Cabo Verde, Vozinha, a Telesur e à TV Brasil. Telesur/TV Brasil/Reprodução

André Vieira: No Brasil, não se fala de outra pessoa. Você é uma sensação nesse momento. E uma das coisas que têm circulado bastante é o seu aumento gigantesco, fenomenal de seguidores nas redes sociais. Como você está lidando com isso?

Vozinha: Tem sido realmente incrível, não esperava por isso. Não sei como é que vou continuar a ser a mesma pessoa e o mesmo Vozinha de sempre. Mas gostaria de agradecer a todos que aderiram a isso, a todos os seguidores, a todos os brasileiros e a todas as pessoas que fizeram isso acontecer.

André Vieira: E sua mãe? Explica um pouquinho desse processo, como é que está?

Vozinha: Há muitas coisas que estão distorcidas. A minha mãe nunca viajou para fora de Cabo Verde. Ela nem gosta de ir para as outras ilhas. Para tirar ela de São Vicente e ir para outras ilhas, já é com muito esforço. Então, no primeiro momento, a minha mãe não queria vir.

Quando ouviu que eu tinha que pagar a caução de US$ 15 mil [exigência dos Estados Unidos para entrada no país], ela disse que não valia, que preferia que eu desse o dinheiro a ela. E, como ela nunca teve passaporte, ela não ligou para aquilo. Depois, já no final, quando ela viu que o meu pai já tinha ido tratar do visto, ela se sensibilizou e sentiu que era bom estar aqui. E, nesse momento, está tudo a ser tratado.

Há muitas notícias que são falsas, há muita gente que tem tentado ajudar e agradeço por isso, do fundo do coração, mas todas as providências que têm que ser tratadas, estão sendo. Vou tentar ver se convenço a minha mãe a vir, porque eu gostaria que ela estivesse cá também, mas é sempre complicado a minha mãe viajar, e espero que também consiga alguém para viajar com ela, porque ela não fala línguas estrangeiras e nunca viajou.

>> Depois da entrevista, a mãe de Vozinha obteve o visto para viajar para a Copa do Mundo

 


Vozinha, de Cabo Verde, comemora após a partida
15 de junho de 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Vozinha, de Cabo Verde, comemora após a partida
15 de junho de 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis

Vozinha, de Cabo Verde, comemora após empate com a Espanha. Reuters/Brett Davis/Proibida reprodução

André Vieira: Eu queria que você falasse como foi seu começo no futebol. E também contasse um pouquinho do motivo do “Vozinha”.

Vozinha: O meu pai jogou futebol por diversão. Na minha casa, todos amam futebol e, desde sempre, tive aquela paixão por futebol, como vocês dizem no Brasil, né, desde o jardim de infância.

Sempre gostei de ir à baliza e também gostava de jogar de central, mas, quando cheguei à idade dos infantis, o treinador disse que tinha que decidir entre a baliza ou ser jogador de campo. E, como eu sempre amei a baliza, comecei por lá. No início, foi tudo muito bom, porque, na idade do sub-12, todo mundo era da mesma altura. Sempre fui um dos melhores guarda-redes da minha ilha.

Depois, já na idade do sub-17, eu era um pouco baixinho. Então, muitas vezes, os treinadores abdicavam de mim, porque era muito baixinho e metiam os guarda-redes [goleiros] maiores e mais altos.

Mas eu sempre cresci entre casa e rua. Eu passava mais tempo na rua a jogar futebol do que em casa. Acho que sempre fui uma pessoa muito focada, muito dedicada, muito disciplinada. Sempre sonhei com o futebol, em ser profissional.

Cresci com os meus avós, daí que vem o meu nome, porque era muito rebelde, andava sempre na rua. Às vezes, levava alguma porrada, no jogo ou fora do jogo, e, às vezes, não conseguia dar, porque as outras pessoas eram maiores ou eram mais fortes. E eu ficava com raiva e falava que ia fazer queixa aos meus avós.

Os meus avós sempre estiveram lá para mim e a minha mãe. E é isso. Sou um miúdo da ilha da São Vicente e cresci na rua. Cresci, sempre tive casa, mas passava mais tempo da minha infância na rua jogando futebol.

Comecei a jogar nos juniores, com 17 anos, e representei os clubes Ribeira Bote, Derby, Mindelense, Batuque. Depois, surgiu a oportunidade de ir a Angola, no Progresso, onde comecei minha trajetória profissional.

Ainda joguei seis meses em Cabo Verde, queria ir para Europa. Joguei uma época no Zimbru [da Moldávia], depois estive no Gil Vicente [Portugal] por uma época, e joguei cinco anos no Chipre, no AEL Limassol ─ a equipe em que eu joguei mais tempo. Depois, tive uma experiência na Eslováquia, e, nos dois últimos anos, joguei no GD Chaves, de Portugal.

O meu contrato terminou em maio e, nesse momento, sou um jogador livre. Estou aqui focado na seleção e no Mundial, pronto para ajudar o meu país.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026
Cape Verde's Vozinha and Diney Borges in action with Spain's Fabian Ruiz REUTERS/Bernadett Szabo
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026
Cape Verde's Vozinha and Diney Borges in action with Spain's Fabian Ruiz REUTERS/Bernadett Szabo

Vozinha, goleiro de Cabo Verde, brilhou na estreia contra a Espanha. REUTERS/Bernadett Szabo/Proibida reprodução

André Vieira: O que o futebol mudou na sua vida, na vida da sua família, e qual a importância que tem esse esporte para você?

Vozinha: Eu amo o futebol. O futebol conseguiu me dar condições para ajudar a minha avó, que foi alguém que fez tudo para que eu tivesse uma boa educação e que, no final, teve Alzheimer e é uma pessoa que precisava muito de mim. Consegui ajudá-la, consegui ajudar a minha mãe, consegui construir a casa da minha mãe. Graças a Deus, sempre tive as três refeições por dia, porque os meus avós e os meus pais, mesmo não estando na mesma casa, sempre estiveram presentes na minha vida, mas o futebol deu-me tudo.

Tornou-me no que eu sou: uma pessoa ─ acho que ─ muito humilde, uma pessoa muito respeitadora, amiga de todos, uma pessoa muito disciplinada e trabalhadora. E uma pessoa muito resiliente, porque começar a jogar o futebol profissional com 25 anos, próximo de ter 26, ainda mais para um guarda-redes que não teve formação de base. É muito tarde, mas os anos todos que eu tive no futebol são anos gratificantes. Tive momentos altos e baixos, mesmo na seleção. Eu sempre fiz com amor e eu amo o meu país, eu amo representar a minha seleção.

André Vieira: A gente percebe em Cabo Verde a influência da novela e a influência do próprio futebol. Eu queria saber de você como o Brasil te influenciou, para além de jogador, como pessoa?

Vozinha: Nós, em Cabo Verde, apesar de sermos muito ricos na cultura, na música, sempre ouvimos os artistas brasileiros, ainda mais os das décadas passadas. O meu avô gostava de Roberto Carlos, por exemplo. Ivete Sangalo também ouvimos, por causa das músicas do carnaval, e Cidade Negra, Revelação, Seu Jorge. Então, sempre consumimos um pouco da música brasileira em Cabo Verde.

André Vieira: A gente esteve em uma escola de futebol e muitos dos meninos, não só os goleiros, têm você como ídolo. Quem é o seu ídolo?

Vozinha: Eu já tive muitos ídolos, mas eu gostava muito do Michel Preud’homme, que era guarda-redes do Benfica e da seleção da Bélgica, porque eu era um adepto do Benfica. Gostava muito do Rogério Ceni e do [José Luis] Chilavert, porque, quando era miúdo, gostava de bater pênaltis. O [Gianluigi] Buffon, para mim, é uma referência da baliza mundial, e gostava muito do [Edwin] van der Sar. O Buffon, dentro da baliza, e o van der Sar, por ser versátil e muito bom com os pés.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026 Cape Verde's Vozinha in action with Spain's Gavi, Cape Verde's Kevin Pina, Spain's Mikel Oyarzabal and Cape Verde's Diney Borges IMAGN IMAGES via Reuters/Jordan Godfree
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026 Cape Verde's Vozinha in action with Spain's Gavi, Cape Verde's Kevin Pina, Spain's Mikel Oyarzabal and Cape Verde's Diney Borges IMAGN IMAGES via Reuters/Jordan Godfree

Vozinha parou o ataque espanhol e garantiu o empate na estreia da Copa – Reuters/Jordan Godfree/ Proibido reprodução

André Vieira: Você falando da sua família, da importância do futebol, o que que te emociona, o que toca o seu coração?

Vozinha: No nosso país, o reconhecimento é muito pouco. Somos um país sem muitas referências nacionais. E isso, eu acho, é um grande erro. Graças a Deus e ao esforço de toda a federação e de todos os jogadores, mesmo os anteriores, hoje em dia, a seleção, os Tubarões Azuis, têm um nome e já vemos muitas pessoas com a euforia, com o amor próprio, o orgulho de ser cabo-verdianos. As crianças se espelhando na gente.

E me emociono porque, nesses momentos, gostaria que os avós fossem vivos, porque foram as pessoas, tirando os meus pais, que deram tudo para eu ser o Vozinha que sou hoje.

André Vieira: Em que você acha que Brasil e Cabo Verde se parecem?

Vozinha: É uma cultura muito igual. Somos países de língua portuguesa e também fomos colonizados. Então, acho que a alegria do cabo-verdiano e do brasileiro é similar. O clima, as praias. E vocês gostam muito de se divertir, das festas, nós também, mas, culturalmente, Brasil e Cabo Verde são países muito ricos culturalmente.

André Vieira: Tem algum lugar que você gostaria de chegar depois de ter conquistado tanta coisa, agora participando de uma Copa do Mundo?

Vozinha: Nesse momento, eu quero ajudar Cabo Verde a chegar o mais longe possível no Mundial. Sei que não vai ser fácil, temos que trabalhar muito por isso. Eu acho que, pela carreira que eu fiz, por tudo o que eu fiz como pessoa e como jogador, talvez merecesse jogar em campeonatos de dimensões maiores, mas também sei que, muitas vezes, vão ver a idade.

Nesse momento, eu espero que, sinceramente, depois disso tudo, apareça algum lugar onde eu possa ser feliz, fazer um bom contrato e estar satisfeito. Vamos ver o que o futebol e a vida têm guardado para mim para esses últimos dois, três ou quatro anos da minha carreira.

Eu sou grato por estar aqui na Copa e estar a representar o meu país. Era só um sonho e eu estou na realidade. No futebol, o dia de amanhã, não sabemos, mas o que importa é o dia de hoje. Vamos trabalhar para dignificar Cabo Verde. E, quiçá, eu abro portas para alguns mercados, onde me queiram mesmo com a minha idade e onde possa ser feliz.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026
Cape Verde's Vozinha in action as he makes a save IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group H - Spain v Cape Verde - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - June 15, 2026
Cape Verde's Vozinha in action as he makes a save IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis

Vozinha foi eleito pela Fifa o melhor jogador da partida de estreia contra a Espanha. – Reuters/Brett Davis/Proibida reprodução

André Vieira: Vem aí Uruguai e Arábia Saudita. Qual é a principal dificuldade desses dois grupos, desses dois times que vocês vão enfrentar logo, logo?

Vozinha: Acho que vai ser muito difícil. O Uruguai é uma seleção que tem uma alma, uma garra, que é extraordinária. Uma seleção que já foi campeã mundial, com jogadores top mundiais. Vamos estar a fazer de tudo para contrariar o Uruguai.

Arábia também é uma seleção que já tem mais andanças no Mundial que a gente. Uma seleção que ganhou da Argentina no último Mundial. Mas temos que pensar em nós, entrar no campo como entramos com a Espanha, não vendo caras, não vendo nomes, e fazer o que tiver ao nosso alcance.

André Vieira: E, para finalizar, uma mensagem para o mundo, para o seu povo e para todo mundo que te acompanha.

Vozinha: Agradecer por todo o carinho que tenho recebido, por tudo que têm feito por mim, os apoios todos. Só dizer obrigado. Obrigado mesmo, de coração. Estou de coração cheio. E continuem apoiando Cabo Verde.



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Copa: Como Times Square tornou-se ‘termômetro’ do futebol – 18/06/2026 – Esporte


Andar na Times Square, o cartão turístico dos Estados Unidos no coração de Manhattan, já não é tarefa lá muito fácil.

São turistas, comerciantes, homens fantasiados de super-heróis e alguns poucos membros engravatados do mercado financeiro transitando sem parar.

Em época de Copa, acrescente uma nova camada.

O icônico trecho de cinco quarteirões com diversas zonas livres de carros é o espaço público mais conhecido da cidade de Nova York, e também por isso tem paulatinamente se tornado uma espécie de termômetro do futebol na região.

A Copa do Mundo 2026, que tem uma série de jogos agendados para a Região Metropolitana de Nova York, consolidou esse fenômeno que era observado desde a Copa de Clubes de 2025.

E há motivos para isso. Mas antes, alguns exemplos.

Os brasileiros foram os primeiros a dominar o cartão postal quando se reuniram na Times Square na véspera da estreia da seleção na Copa contra o Marrocos.

Foi, afinal, o primeiro jogo no MetLife Stadium, a 30 minutos de carro dali, no torneio. Não seria errado dizer que foram as camisas verde e amarelas as responsáveis por trazer algum clima de Copa para uma Nova York que só queria saber de NBA.

Milhares de brasileiros se juntaram ali, entre os telões com propagandas de compras e entretenimento. Bonecos de Olinda do narrador Galvão Bueno e do craque Vinicius Jr. chamavam a atenção, assim como as inúmeras propagandas de bets, os jogos online.

Os brasileiros foram os maiores em volume, mas não os únicos.

Na noite da última terça-feira (16) muitos franceses também se reuniram ali para celebrar a vitória contra o Senegal no torneio.

E, pouco depois, foi a vez de argentinos e argelinos se encontrarem na mesma noite em que as seleções disputavam o jogo em Kansas City. O encontro chegou a gerar briga: torcedores se estapearam se e chutaram, e tiveram de ser separados por agentes da polícia de Nova York.

No mesmo dia, imigrantes e turistas da Colômbia também se aglomeraram para um esquenta antes da estreia da seleção sul-americana contra o Uzbequistão, no México, nesta quarta-feira (17).

Epicentro do entretenimento

São alguns os fatores para entender como a Times Square foi escolhida como essa espécie de agregador de torcidas, termômetro das mais animadas e presentes.

A começar pelo fato de a região ser uma das mais conhecidas de qualquer turista devido à indústria do entretenimento. Também ali perto estão teatros da Broadway, que mesmo com preços salgados atraem os visitantes para assistir a musicais.

O local também é uma espécie de coração das compras e do capitalismo, com anúncios que vão de quinquilharias para levar de presente para a família até bolsas e sapatos de luxo. Há ainda lojas imersivas, como algumas de marcas de chocolate, e até uma que leva o nome de Pelé.

Por ser tão conhecida no imaginário popular, é ali que boa parte dos turistas, em especial os de primeira viagem, hospeda-se. Há mais de 60 hotéis por aqueles quarteirões.

E há um adicional importante: a facilidade de locomoção. Dez linhas do metrô de Nova York cruzam a Times Square e a conectam aos cinco boroughs, ou regiões administrativas da cidade (a saber, além de Manhattan: Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island).

Também há transferência fácil para outras duas estações de metrô que oferecem mais sete linhas para passear pela cidade. A passagem sai por US$ 3,00 (R$ 15), e se o viajante usar o mesmo cartão para pagamento, após 12 viagens num período de 7 dias, as demais são gratuitas até vencer a semana. Locomoção para a Times Square não é um problema.

Alguns números também ajudam a entender a importância desses quarteirões. Calcula-se que aproximadamente 330 mil pessoas cruzem a Times Square diariamente, a maioria delas turistas.

A população estimada de toda Manhattan é de 1,66 milhão de pessoas. Ou seja, é como se 1/5 de toda a divisão administrativa mais conhecida de Nova York passasse pela Times Square todo dia.

Apenas no ano passado, a cidade de Nova York recebeu 65 milhões de visitantes, segundo dados oficiais. Para esta Copa do Mundo, que se encerra em meados de julho, o estado de Nova York e a região no entorno calculam que 1,2 milhão de visitantes virão.

O movimento atual na Copa do Mundo 2026 não é necessariamente exclusivo e já foi visto, por exemplo, na Copa de Clubes de 2025, realizada nos Estados Unidos. Milhares de torcedores também se reuniam na Times Square, entre eles os do Palmeiras.



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Copa 2026: jogos desta quinta-feira abrem 2ª rodada da fase de grupos


A Copa do Mundo Fifa 2026 abre nesta quinta-feira (18) a segunda rodada da fase de grupos. Ao longo do dia, quatro partidas serão disputadas pelos grupos A e B. A primeira, às 13h, coloca frente a frente República Tcheca e África do Sul, em Atlanta.

Às 16h, a Suíça vai encarar a seleção de Bósnia e Herzegovina em Los Angeles. Na sequência, às 19h, Canadá e Catar se enfrentam em Vancouver.

A última partida do dia será às 22h, entre México e Coreia do Sul, em Guadalajara.

Jogos desta quinta-feira, 18 de junho

13h – República Tcheca x África do Sul (Grupo A)

16h – Suíça x Bósnia e Herzegovina (Grupo B)

19h – Canadá x Catar (Grupo B)

22h – México x Coreia do Sul (Grupo A)
 

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Grupo A

Com três pontos obtidos após vencerem suas partidas na primeira rodada, México e Coreia do Sul disputam a liderança provisória do Grupo A. Quem vencer hoje, praticamente garante vaga antecipada na próxima fase.

A equipe mexicana tem melhor saldo de gols, já que venceu a África do Sul por 2 a 0 na estreia – ante ao placar de 2 a 1 da partida entre Coreia do Sul e República Tcheca.

Os resultados adversos para a República Tcheca e a África do Sul na primeira rodada dão, portanto, tom de dramaticidade à partida de hoje entre as duas equipes. Quem perder corre grande risco de ficar de fora da segunda fase da competição.

Grupo B

Com dois empates pelo mesmo placar (1 a 1) na estreia, o Grupo B segue totalmente em aberto nesta segunda rodada.

A Suíça enfrenta a Bósnia e Herzegovina em igualdade de condições, após empatar com o Catar, que agora enfrenta o Canadá.

Dessa forma, qualquer vitória pode representar a liderança isolada do grupo. No entanto, não garantirá classificação.

O cenário, portanto, está indefinido, garantindo emoção até a terceira e última rodada da fase de grupos, com todas as equipes dependendo de combinação de resultados e critérios de desempate, como saldo de gols.

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