Esporte

Projeto proíbe participação de crianças e adolescentes em atividades esportivas de alto risco


Pessoa pula de bungee jump
Proibição abrange práticas como bungee jumpFoto: Depositphotos

O Projeto de Lei 3111/26 proíbe a participação de crianças e adolescentes em atividades esportivas, recreativas, turísticas, comerciais, publicitárias ou promocionais consideradas de alto risco.

A proposta abrange práticas como bungee jump, rope jump, saltos pendulares, queda livre e atividades com suspensão ou deslocamento em altura. A regra valerá para atividades promovidas ou exploradas por pessoas ou empresas, públicas ou privadas, com ou sem finalidade lucrativa.

A proibição vale mesmo que pais ou responsáveis autorizem a participação.

A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Esporte regular

O projeto permite a prática esportiva regular quando for adequada “à idade e à maturidade” do participante. A atividade deverá ser realizada com supervisão técnica qualificada, equipamentos adequados e protocolos de segurança.

O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para prever multa de R$ 10 mil a R$ 100 mil por criança ou adolescente exposto à atividade proibida. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado. A proposta também altera a Lei Geral do Esporte.

Para empresas, as sanções poderão incluir:

  • suspensão temporária do funcionamento;
  • interdição;
  • cassação de licença ou autorização; e
  • proibição de contratar com o poder p��blico por até cinco anos.

O governo federal deverá classificar as atividades de alto risco; definir parâmetros mínimos de segurança; e regulamentar a fiscalização e interdição preventiva.

Experiência compatível

O autor do projeto, deputado Dr. Zacharias Calil (MDB-GO), explica que o objetivo não é restringir o acesso ao esporte, mas impedir a exposição de crianças e adolescentes a experiências radicais incompatíveis com a idade.

“A proposta preenche lacuna normativa relevante, estabelecendo regra clara de proteção, prevenção de acidentes, responsabilização dos organizadores e preservação do interesse superior de crianças e adolescentes”, afirmou o deputado.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Esporte; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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