quinta-feira 16, julho, 2026 - 15:54

Brasília

Exportadores reagem ao aumento de tarifas dos EUA: “vendas vão cair”

Os setores afetados pela tarifa extra de 25% dizem que a decisão é lamentável e que va

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Os setores afetados pela tarifa extra de 25% dizem que a decisão é lamentável e que vai prejudicar exportações brasileiras para os Estados Unidos.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia afirmou, em nota, que a política brasileira para o etanol está alinhada às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e que não existe qualquer acordo bilateral para concessão de tratamento tarifário diferenciado ao etanol norte-americano.

Além disso, o aumento da produção no Brasil é a principal razão para redução na entrada do combustível dos Estados Unidos aqui. E ressaltou que, nesse cenário, o açúcar brasileiro está sujeito a tarifas e restrições de acesso impostas pelos norte-americanos.

Também por meio de nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que as exportações brasileiras para os Estados Unidos já vêm caindo e a situação pode piorar.

No primeiro semestre, 20 estados já reduziram as exportações. Desde 2025, as vendas para o mercado norte-americano caíram 13% por causa de tarifas adicionais.

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados afirmou que a aplicação das tarifas é um “retrocesso”. O presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira, disse que a medida inviabiliza novos negócios e as exportações devem cair 7,1%.

“Devemos negociar para conseguir que sejam reduzidas essas tarifas ou seja incluído na lista de exceção, não seja imposta essa tarifa, bem como nós também estamos trabalhando com as nossas associações congêneres no mercado norte-americano”. 

Produtos isentos

Por outro lado, o café foi incluído na lista de isenções da tarifa adicional de 25%, decisão comemorada pelas entidades do setor.

O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Marcos Matos, afirmou que foram centenas de reuniões para evitar as tarifas.

“Com questionamentos em alto nível, uma busca da compreensão, da agregação de valor para a indústria americana a partir dos cafés verdes, dos cafés solúveis, a estabilização de preços ao consumidor. Então isso para nós foi muito importante e nós notamos que esse trabalho trouxe resultados concretos. É um mercado nos Estados Unidos, para o Brasil, de US$ 2 bilhões a US$ 2,5 bilhões”.

A exclusão dos quartzitos brasileiros da taxação foi comemorada pela Associação Brasileira de Rochas Naturais. No entanto, a entidade lembrou que mármores, granitos e ardósias ainda podem ser tarifados, prejudicando pequenas e médias empresas.

A entidade ainda ressaltou que, apesar de os Estados Unidos serem o principal destino das rochas brasileiras, mais da metade das exportações, a relação está em queda. No primeiro semestre, o comércio encolheu 14,4%, efeito das tarifas, principalmente.




Fonte GDF

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