quarta-feira 15, julho, 2026 - 18:20

Brasília

UFPA e Embrapa mapeiam genoma completo do açaí

Cientistas brasileiros realizaram o mapeamento completo do DNA do açaí pela primeira ve

image_printImprimir


Cientistas brasileiros realizaram o mapeamento completo do DNA do açaí pela primeira vez, em uma parceria entre a Universidade Federal do Pará e a Embrapa Amazônia Oriental.

A partir de amostras de bancos genéticos do Açaí foram identificadas características ligadas à produtividade, à cor e à resistência a doenças do fruto. Isso permite selecionar as melhores plantas para o cultivo, e diminui, em até três vezes, o tempo para desenvolver novas variedades, como explica o professor do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA, Rafael Baraúna.

“Com o sequenciamento a gente identifica essa variação genética, essa característica genética da planta e correlaciona com dados fenotípicos que a Embrapa já colhe há muito tempo. Esses dados incluem a questão da produtividade, da cor, da resistência a doença, como foi mencionado. Ou seja, você não precisa esperar um ciclo inteiro da planta para identificar aquelas que vão se desenvolver melhor, visando uma determinada característica que você tenha de interesse”.

Rafael disse que a pesquisa também revelou a diferença genética entre o “açaí roxo” e o “açaí branco”. A cor roxa depende da ativação de uma enzima que produz as chamadas “antocianinas”, que podem ser replicadas em laboratório.

“Imagina você que a indústria farmacêutica, alimentícia, cosmética gostaria de produzir antocianinas do açaí em larga escala para poder utilizar em algum produto. Você consegue clonar, ou seja, você consegue replicar aquele gene dentro de um sistema biológico como uma levedura em laboratório e fazer com que aquele microrganismo produza aquela molécula em larga escala. Através dessa rota biotecnológica você não precisa mais ir para campo, ficar colhendo fruta, ficar colhendo a planta para poder extrair aquele metabólito. Ele pode ser produzido em nível industrial”

O estudo analisou ainda como os genes reagem à seca, para tentar desenvolver variedades adaptadas. Todas as informações do sequenciamento ficarão disponíveis em uma base de dados pública. As etapas do mapeamento genético foram registradas em órgãos reguladores, conforme a Lei da Biodiversidade.




Fonte GDF

Leave A Comment