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Terremoto atinge Japão e 300 mil são deslocados de áreas de risco

Terremoto atinge Japão e 300 mil são deslocados de áreas de risco


O forte terremoto surpreendeu moradores do sul do Japão no meio da tarde desta terça-feira (28). As imagens registradas em diferentes cidades mostram o momento em que prédios, pontes e estações ferroviárias começam a tremer.

O tremor de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto e foi sentido em várias regiões na ilha de Kyushu. As autoridades japonesas emitiram alertas de emergência e orientaram moradores a procurarem locais seguros.

Mais de 300 mil pessoas foram instruídas a deixar as áreas de risco. Milhares de imóveis ficaram sem energia elétrica. O terremoto também interrompeu serviços ferroviários, provocou incêndios, danos em estradas e deixou dezenas de feridos.

 Em uma estação de trem, passageiros registraram o chão tremendo e o barulho provocado pelo abalo sísmico. Em um trem-bala, o sistema de emergência foi acionado imediatamente para interromper a viagem e garantir a segurança dos ocupantes.

Segundo a emissora pública japonesa, NHK, pelo menos um hospital recebeu mais de 50 pessoas feridas. Há ainda relatos de vítimas em diferentes localidades atingidas pelo terremoto.

As autoridades também emitiram alerta para ondas de até um metro de altura em áreas do litoral e pediram atenção para a possibilidade de novos tremores de grande intensidade.  

Um dos símbolos históricos da região também foi atingido. Parte do muro do castelo de Kumamoto desabou durante o terremoto. O monumento já havia sofrido graves danos no terremoto que atingiu a região em 2016.  

Quem presenciou o desabamento ainda tenta descrever o que viu. As imagens aéreas mostram a dimensão da destruição. Há registros de uma ponte destruída, incêndios em edifícios, casas desabadas e danos em um centro comercial parcialmente atingido pelo terremoto.

Equipes de emergência trabalham no combate às chamas e nas buscas por possíveis vítimas.

Em Tóquio, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi,  convocou uma força-tarefa para coordenar as ações de resposta ao desastre. A primeira-ministra informou que cerca de 3.600 integrantes das forças de autodefesa já foram mobilizados para atuar nas áreas atingidas e fez um apelo à população.

As autoridades japonesas seguem monitorando a ocorrência de réplicas do terremoto enquanto as equipes de resgate trabalham para atender a população afetada.

* Com informações, da Agência Reuters




Fonte GDF

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