O mês de setembro bateu o recorde de mais chuvoso da história em São Paulo, desde que os dados começaram a ser medidos em 1943. Em apenas 14 dias, o acumulado de chuvas ultrapassou 250 milímetros.
Em decorrência das chuvas, três pessoas morreram desde sexta-feira (11): em São Bernardo do Campo, Itaquaquecetuba e Jandira. Duas seguem desaparecidas – uma em Jandira e a segunda em Embu-Guaçu.
Cidades afetadas
Em Guarulhos, a Defesa Civil atua para resgatar moradores ilhados. Em Osasco, 13 casas foram interditadas de forma temporária e os desalojados foram acolhidos em casas de parentes.
Seis cidades decretaram situação de emergência no estado após as fortes chuvas dos últimos dias: Eldorado, Registro, Ribeira, Iporanga, Barra do Turvo e Piracaia. Cinco delas ficam no Vale do Ribeira, onde cerca de 2 mil pessoas foram afetadas pelos temporais na região.
De acordo com a Defesa Civil estadual, não há mais pontos de alagamento em Ribeira, Iporanga e Eldorado, e as famílias fazem a limpeza das casas para retornar aos seus lares.
Em Sete Barras, Registro e Pariquera-Açu, o nível do Rio Ribeira de Iguape ainda é alto em alguns trechos e cerca de 50 famílias estão desabrigadas nessas cidades.
Para prevenir doenças como leptospirose, foram enviados remédios aos trabalhadores da linha de frente dos resgates. Cada família também receberá frascos de hipoclorito de sódio para tratar a água domiciliar.
Mais chuvas
Até esta quinta-feira, a previsão é de pancadas isoladas, com rajadas de vento em algumas regiões. No sábado e domingo, uma frente fria deve causar chuvas de intensidade moderada a forte no estado.
Com as chuvas, o Sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo, aumentou seu volume útil de 33% para 39,6% da capacidade, mas continua operando na chamada faixa 3 de alerta.
