domingo 12, julho, 2026 - 21:38

Saúde

Professor de Harvard mostra por que as pessoas não foram feitas para correr, mas para sentar

O professor de Harvard Daniel Lieberman explica que os seres humanos não evoluíram para

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O professor de Harvard Daniel Lieberman explica que os seres humanos não evoluíram para praticar exercícios voluntários apenas por saúde ou aparência. Nossos ancestrais caminhavam, carregavam peso e corriam quando essas ações eram necessárias, mas também economizavam energia e passavam parte do dia sentados ou descansando.

Sentar não é uma doença nem um comportamento que precise ser eliminado.
Sentar não é uma doença nem um comportamento que precise ser eliminado. – Imagem gerada por IA

O que significa dizer que as pessoas não foram feitas para correr?

Daniel Lieberman não afirma que o corpo humano seja incapaz de correr. A anatomia da nossa espécie apresenta adaptações para caminhadas longas e corridas de resistência, mas essas atividades eram realizadas para conseguir alimento, deslocar-se, fugir de ameaças ou cumprir tarefas concretas.

O ponto do professor é que não evoluímos para gastar energia sem uma recompensa imediata. Correr em uma esteira apenas para prevenir doenças é um comportamento recente, enquanto evitar esforços desnecessários ajudava nossos antepassados a conservar calorias em ambientes onde a comida nem sempre estava disponível.

Por que o corpo prefere sentar e economizar energia?

Descansar é um comportamento humano normal. Povos que mantêm modos de vida tradicionais também passam várias horas sentados, agachados ou apoiados enquanto conversam, produzem ferramentas e preparam alimentos.

  • economizar energia aumentava as chances de enfrentar períodos de escassez;
  • o descanso permitia recuperar músculos depois de caminhadas e trabalhos físicos;
  • sentar fazia parte de atividades sociais e tarefas manuais;
  • o problema moderno está em permanecer imóvel durante períodos muito longos;
  • a ausência de movimento diário aumenta a distância entre nosso corpo e o ambiente em que ele evoluiu.

Sentar é tão prejudicial quanto dizem?

Sentar não é uma doença nem um comportamento que precise ser eliminado. O risco aparece quando o repouso ocupa quase todo o dia e não é intercalado com caminhadas, tarefas domésticas, deslocamentos ou outros movimentos musculares.

Na interpretação de Lieberman, o sedentarismo atual é diferente do descanso ancestral. Nossos antepassados podiam ficar sentados durante horas, mas também precisavam levantar, caminhar, carregar objetos e procurar alimento regularmente.

Sentar não é uma doença nem um comportamento que precise ser eliminado.
Sentar não é uma doença nem um comportamento que precise ser eliminado. – Imagem gerada por IA

Como criar uma rotina de atividade física mais compatível com o corpo?

A explicação evolutiva não recomenda abandonar exercícios. Ela ajuda a entender por que depender apenas de disciplina pode falhar e por que atividades prazerosas, sociais ou ligadas à rotina tendem a ser mantidas com mais facilidade.

  • caminhar em trajetos que normalmente seriam feitos de carro;
  • interromper períodos prolongados sentado com pequenos deslocamentos;
  • escolher exercícios que sejam agradáveis e possíveis de repetir;
  • combinar atividade aeróbica com fortalecimento muscular;
  • começar com uma carga compatível com o condicionamento atual;
  • usar companhia, música ou objetivos concretos para tornar o movimento recompensador.

O argumento de Daniel Lieberman é uma defesa do sedentarismo?

A mensagem do professor de Harvard não é que as pessoas devam trocar a corrida pelo sofá. Daniel Lieberman defende que fomos selecionados para alternar movimento necessário com repouso, e não para permanecer imóveis o dia inteiro nem para realizar treinos intensos sem recuperação.

O corpo humano ainda depende de atividade física regular para preservar músculos, ossos, metabolismo e saúde cardiovascular ao longo da vida. Compreender que a resistência ao exercício tem raízes evolutivas permite abandonar a culpa e construir uma rotina baseada em movimento frequente, descanso adequado e metas que possam ser mantidas.





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