O processo aberto contra o Manchester City por supostas infrações financeiras “está longe de terminar”, afirmou neste sábado (26) o presidente do clube inglês, Khaldoon Al Mubarak, em uma carta aberta dirigida aos torcedores.
Segundo informações publicadas na sexta-feira (25) pelo jornal The Athletic, ainda não confirmadas oficialmente, o Manchester City foi considerado culpado de múltiplas infrações relacionadas ao período de 2009 a 2018.
Até o momento, nenhuma punição foi determinada, e o clube pode recorrer.
O time do noroeste da Inglaterra limitou-se, na sexta (25), a um breve comunicado para esclarecer que o processo, iniciado em fevereiro de 2023 após quatro anos de investigação, “segue em andamento, com elementos importantes ainda a serem concluídos”.
Em uma carta aberta publicada neste sábado, o presidente Khaldoon Al Mubarak justificou a prudência e a discrição do clube pelo “caráter estritamente confidencial do processo judicial, assim como pela nossa vontade de respeitá-lo”.
“Foi isso que disse à minha família: o processo iniciado pela Premier League ainda está longe de terminar, e nossa confiança e nossa determinação para provar a inocência do clube são tão fortes quanto no início deste caso”, afirmou.
“Enquanto algumas pessoas se apressaram em tirar suas próprias conclusões e há todo esse ruído ao nosso redor, nada mudou. Já enfrentamos provas juntos e as superamos. São muitos os que continuam tentando frear a trajetória do nosso clube. Não daremos essa oportunidade a eles”, insistiu o dirigente emiradense.
Em 2023, a Premier League acusou o Manchester City de 115 infrações: 80 relacionadas a questões financeiras no período de 2009 a 2018 e outras 35 por falta de cooperação durante a fase de investigação.
O clube sempre negou qualquer irregularidade e afirma ter um “conjunto completo de provas irrefutáveis” para se defender perante a comissão independente responsável pelo caso.
No entanto, segundo informações do The Athletic, confirmadas por diversos outros veículos britânicos, a comissão considerou o clube culpado em 114 das 115 acusações.
