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OMS divulga relatório de enfrentamento ao HIV, hepatites virais e ISTs

OMS divulga relatório de enfrentamento ao HIV, hepatites virais e ISTs


A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um novo relatório sobre o avanço das estratégias globais contra o HIV, as hepatites virais e as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O documento foi apresentado no Rio de Janeiro, integrando a programação da Conferência Internacional sobre Aids e as ações do Dia Mundial da Hepatite.

O levantamento mostra conquistas importantes, mas também alerta sobre obstáculos que precisam ser superados para que essas doenças deixem de representar uma ameaça à saúde pública até 2030.

O Brasil ampliou o acesso aos medicamentos antirretrovirais e eliminou a transmissão do HIV entre mãe e bebê em 2025. No entanto, ainda enfrenta desafios para aumentar a cobertura de vacinas contra o HPV e ampliar o enfrentamento da hepatite C.

Em escala mundial, na comparação com 2010, o total de novas infecções por HIV caiu 42%. Já mortes relacionadas à Aids tiveram redução de 57%, chegando a 570 mil em 2025. No mesmo período, cerca de 32 milhões de pessoas viviam em tratamento com terapia antirretroviral.

No caso das hepatites virais, as novas infecções diminuíram 32% desde 2015. Um dos fatores apontados pela OMS foi o aumento da vacinação infantil, que alcançou cobertura global de 84% em 2024.

Porém, a agência avalia que falta muito para cumprir as metas de eliminação dessas doenças até o fim da década. Fatores como cortes no financiamento internacional e aumento de 17% nas mortes ligadas à hepatite B desde 2015 são alguns dos obstáculos.

O relatório chama atenção também para o crescimento contínuo dos casos de infecções sexualmente transmissíveis e para o aumento da resistência de algumas bactérias aos antibióticos usados no tratamento da gonorreia.

Para alcançar as metas de 2030, a OMS aposta na integração dos serviços de HIV, hepatites e infecções sexualmente transmissíveis à atenção primária, além da adoção de novas tecnologias de prevenção e tratamento.




Fonte GDF

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