O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, sugeriu criar um selo-prêmio para os institutos de pesquisa que apresentarem maior precisão nas eleições de 2026. A proposta foi feita nesta terça-feira (14), durante reunião com representantes das empresas.
O encontro, que discutiu as regras para a divulgação de levantamentos durante o período eleitoral, ocorreu depois que o TSE suspendeu uma pesquisa de intenção de votos da AtlasIntel para presidente da República.
De acordo com o presidente do TSE, o Selo Acurácia Eleitoral pretende reconhecer o trabalho dos institutos que fizerem pesquisas com projeções mais próximas dos resultados oficiais. Para Nunes Marques, as pesquisas eleitorais têm papel importante na democracia.
“As pesquisas eleitorais desempenham um papel importante em nosso processo democrático. O retrato fiel das percepções e das intenções do eleitorado contribui para o debate público, oferece subsídios à compreensão da dinâmica eleitoral e amplia o acesso da sociedade a informações de interesse coletivo. A democracia se fortalece quando os atores do processo eleitoral dialogam, quando as regras são observadas e, especialmente, quando o conhecimento técnico é colocado a serviço do interesse público.”
Após o anúncio do ministro Nunes Marques, o TSE abriu prazo para receber, até a próxima sexta-feira (17), sugestões para definir os critérios de escolha dos vencedores do selo.
Associação critica proposta
Em nota, a Abep, Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, criticou a proposta. Segundo a entidade, entre a realização da pesquisa e a votação, eleitores podem mudar de opinião, deixar de votar ou alterar o comportamento. Para a Abep, exigir que uma pesquisa acerte o resultado das eleições é confundir ciência com bola de cristal.
Partidos e redes sociais
Além desse encontro com os institutos, o TSE também realizou uma oficina com partidos e representantes de redes sociais. O objetivo foi orientar agremiações e plataformas digitais sobre o uso responsável das redes sociais nas próximas eleições. A oficina virtual foi organizada a pedido dos participantes, que manifestaram a necessidade de receber mais informações sobre as regras das empresas de tecnologia.
Na programação da manhã, TikTok e Meta apresentaram orientações sobre segurança, contas políticas e combate à violência política. No período da tarde, participaram representantes das plataformas X, Kwai, Google e Telegram.
Segundo o TSE, essas plataformas digitais podem contribuir tanto para a integridade do processo eleitoral quanto para ampliar o acesso dos cidadãos a conteúdos confiáveis.
*Com informações da Agência Brasil

