Brasília

Novas tarifas dos EUA devem afetar quase 23% das exportações do Brasil

Novas tarifas dos EUA devem afetar quase 23% das exportações do Brasil


O novo tarifaço dos Estados Unidos vai afetar 23% das exportações brasileiras. A estimativa é do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os dados também apontam que 71% dessas mercadorias serão afetadas duplamente, já que estarão no escopo de outra taxação norte-americana anunciada na semana passada, de 25%.

Os Estados Unidos anunciaram nessa quinta-feira (23) uma nova taxa a 60 economias globais. Para o Brasil, a tarifa imposta será de 12,5%. A justificativa oficial é que esses países não conseguiram proibir a exportação de bens produzidos com uso de trabalho forçado.

Segundo o ministério, 52,7% das exportações brasileiras não serão afetadas pelas sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos, estando sujeitas apenas às tarifas ordinárias aplicadas pelo governo americano. Nesta categoria, estão café, carnes, ferro fundido, aeronaves, suco de laranja, frutas, vários produtos químicos e a maior parte de exportações de celulose.

Análise da indústria

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o impacto desta nova taxa imposta será de 29% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, afetando 3.900 produtos. A confederação também alerta que 80% dessa lista de exportações sofrerão com a soma das tarifas adicionais anunciadas de 25% e 12,5%.

O setor de madeiras, por exemplo, terá 83% dos produtos com tarifas somadas em 37,5%; para produtos químicos, esse percentual vai alcançar 51% das exportações; e para minerais não metálicos, a taxação vai incidir sobre 56% dos produtos vendidos aos EUA.

A CNI afirma que o momento é de intensificar as negociações entre os dois países para reduzir os impactos das medidas na indústria brasileira.

Após o anúncio das novas tarifas, o governo brasileiro rechaçou a decisão e anunciou que o país vai acionar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade, além de levar o tema para a Organização Mundial do Comércio.
 




Fonte GDF

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