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Final da Copa mostra que Argentina é uma péssima perdedora – 23/07/2026 – O Mundo É uma Bola


A Argentina é uma péssima perdedora. O que seus jogadores fizeram durante a partida decisiva da Copa do Mundo de 2026, contra a Espanha no domingo (19), é para ser lembrado e propagado como antiexemplo de esportividade.

Em um Mundial cheio de emoção, muito em parte pela atuação da própria Argentina, que teve um Lionel Messi inspiradíssimo aos 39 anos, comandante de uma equipe que protagonizou duelos fantásticos, com triunfos definidos no final, os argentinos fizeram um papelão colossal no estádio MetLife, em Nova Jersey.

A começar pela atuação futebolística. Na decisão da Copa na América do Norte, apenas uma seleção, a espanhola, jogou. Os hermanos não viram a bola. Basicamente se defenderam.

Finalização argentina? Nenhuma até os 11 minutos do segundo tempo da prorrogação, quando a Espanha já estava à frente no placar. Depois, na base do “abafa”, apenas mais uma, nos acréscimos do tempo suplementar. Os europeus tentaram o gol 20 vezes, ou 900% a mais.

Ah! Mas é a Espanha, que não deixa ninguém chegar perto de sua área, muito menos arriscar a gol. Só que todos os outros sete oponentes ameaçaram mais a meta de Unai Simón. E em jogos sem prorrogação, com menos tempo disponível para tentar o gol.

Horrível ofensivamente, e só não levando uma goleada vexatória devido a dia inspiradíssimo do goleiro Dibu Martínez (12 defesas), a Argentina foi execrável sem a bola.

A começar pela entrada violenta de Enzo Fernández nos acréscimos do segundo tempo, fazendo Cubarsí alçar voo. Imediatamente, vendo que a situação se complicaria, Tagliafico jogou-se deliberadamente no chão, caiu sozinho. Messi, quase simultaneamente, grudou no árbitro esloveno apontando para o lateral que simulava. Queria tirar a atenção de Slavko Vincic, que não foi na dele.

Enzo foi merecidamente expulso, e Messi, buscando artifício para equilibrar as ações, tentou de novo. Vendo que Cucurella, ao falar algo com ele, levou por um segundo a mão na direção dos lábios, disse ao árbitro que o lateral espanhol tinha tapado a boca, o que é proibido e gera expulsão. O VAR (árbitro de vídeo) não viu irregularidade.

Com um a mais, a Espanha manteve a pressão e marcou com Ferran Torres. Vazou Dibu Martínez antes, no primeiro tempo da prorrogação, com Nico Williams, só que o gol foi anulado porque o VAR identificou falta de Merino em Otamendi. Um pisão no pé esquerdo do zagueiro –tão doído que ele, contorcendo-se teatralmente no chão, tinha as mãos no pé direito.

O pior estava por ocorrer, depois do apito final. O volante troglodita Paredes covardemente agrediu, em sequência, os reservas Eric García e Gavi, atirando-os ao chão. Deveria ser banido do futebol.

Por fim, a cena mais lamentável. Depois de receberem suas medalhas, 25 dos 26 jogadores argentinos ficaram de costas para os espanhóis, recusando-se a ver a premiação dos campeões. Menos espírito esportivo e mais desrespeito, impossível. O único a olhar, resignado, e fica o elogio a ele, foi Flaco López, jogador do Palmeiras.

Sabe aquele famoso lema esportivo do Barão de Coubertin, “O importante é competir”? Balela. O importante é ganhar. Mas tão importante quanto é saber perder.

Os argentinos não sabem. Falta-lhes educação, dignidade, honra, humildade. Não de hoje.


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