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Esporte

Espanha x França, pode chamar de final antecipada? – 10/07/2026 – Sandro Macedo

Já temos a primeira semifinal da Copa definida: França x Espanha. A não ser que Donald

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Já temos a primeira semifinal da Copa definida: França x Espanha. A não ser que Donald Trump ligue para Gianni Infantino e, de repente, os EUA apareçam na partida —nunca diga nunca com esses dois defensores da paz envolvidos.

O duelo será na terça-feira (14), em Dallas. Significa que durante quatro dias o querido leitor e a querida leitora vão ler e ouvir algumas vezes (muitas vezes) a expressão “final antecipada”.

A tal final antecipada normalmente parece um desrespeito aos coleguinhas do outro lado da chave, mas às vezes não passa de simples sentimento do que se apresenta diante de nossos olhos.

Tudo bem, França e Espanha não estão jogando a mesma coisa. França encanta. Espanha passa (mas não sofre).

Desde o início deste Mundial, este humilde escriba deve ter feito umas cem simulações de chaveamento diferentes —em muitas delas, levei o Brasil até a decisão… (inocente).

Porém, do lado de lá da chave (como diria Luciano do Valle), sempre terminava com um França x Espanha na semifinal. Das cem vezes, esse foi o resultado em 99. Na outra, coloquei Marrocos na semi.

Já do lado de cá, tudo parecia mais aberto antes da Copa, com Uruguai e Portugal pintando como bons rivais para a Argentina, o que nunca aconteceu —aconteceram Cabo Verde e Egito, e a turma de Messi conseguiu se complicar, e muito, com os dois. E até pelas complicações da Argentina e pela ausência do Brasil, a teoria da final antecipada com Mbappé e Yamal ganha força.

Nem sempre essa teoria se comprova. Quem tem idade deve se lembrar da Copa de 1998: semifinais definidas, Brasil (1º do ranking) x Holanda (4º) e França (18º) x Croácia (19º). Quase todo mundo embarcou na final antecipada entre brasileiros e holandeses.

E não era só o ranking, eram duas seleções com bom futebol na Copa da França. Os donos da casa pareciam até contentes com a chance de chegar à final para perder para o Brasil (a França não tinha se classificado em 1994 e sofreu para passar por Paraguai (gol de ouro) e Itália (pênaltis).

O fim da história é de fácil e triste lembrança. O Brasil venceu a final antecipada (pênaltis) e levou uma surra da França na decisão de verdade —com direito a piripaque de Ronaldo Fenômeno antes do jogo.

Na Champions League deste ano também teve a tal final antecipada: Bayern x PSG, que fez muito analista babar só no primeiro jogo —5 a 4 para os franceses, com Dembélé brilhando de um lado e Olise do outro.

Na outra semi, Arsenal (uhu) e Atlético de Madri não devem ter gostado muito da história da antecipação. Fizeram dois jogos duros, com vantagem para os londrinos. Tudo bem, na decisão, o PSG, vencedor da final antecipada, também ganhou do Arsenal. Mas foi com sofrimento, nos pênaltis.

Nesta Copa, a França (que reúne o Dembélé do PSG e o Olise do Bayern, mas o tal Mbappé do Real Madrid) parece pronta para fazer história. Não só pelo resultado, mas pelo futebol, até aqui o mais convincente (com folga) das 48 seleções. Então por que é a Espanha —e não a Inglaterra ou a Argentina— que aparece como o rival da final antecipada?

Bem, porque essa Espanha tem sido a kriptonita dessa França. Eurocopa de 2024? 2 a 1 para a Espanha. Liga das Nações de 2025? 5 a 4, Espanha. E sempre com esses mesmos atores em cena.

Na semifinal, a França é favorita. Mas será a final antecipada? Pergunte a Harry Kane, Haaland ou Messi…


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