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Esporte

Copa 2026, a melhor da história – 10/07/2026 – PVC

Os espanhóis desenvolveram a estranha mania de considerar Messi o melhor jogador de todo

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Os espanhóis desenvolveram a estranha mania de considerar Messi o melhor jogador de todos os tempos e também a seleção espanhola do período 2008/2012 como a maior que já houve.

Verdade que Messi não permite muitos argumentos para quem não viu Pelé, exceto o de que o Rei foi coroado há 70 anos. E o resto da história foi comparar qualquer um a Ele.

Pelé é Pelé!

A introdução é para dizer como é perigoso fazer comparações com o passado e como ser objetivo é sempre o melhor caminho. Mas esta Copa tem mesmo algumas coisas impressionantes, destas que a gente afirma nunca ter havido antes.

É o caso explícito da lista de artilheiros.

Mbappé e Messi têm oito gols, número só alcançado por Ronaldo, em 2002, e pelo próprio Mbappé, em 2022.

Abaixo deles, Haaland, com sete.

Depois, Harry Kane, seis.

Ainda aparecem Dembélé com cinco e Vinicius Junior com quatro.

Os seis maiores jogadores da atualidade nas seis primeiras colocações entre os goleadores, com Oyarzábal como intruso e Cristiano Ronaldo ausente.

Em 23 Copas, só duas tiveram artilheiro e vice-goleador com sete gols ou mais: 1970 e 2022. Esta é a primeira em que três jogadores já marcaram sete vezes. E ainda falta terminar as quartas de final e teremos as duas semifinais e a decisão.

É a melhor média de gols desde 1970. Ao final da fase de grupos, era a maior desde 1958.

“Chama a atenção a distância, o número de dias de descanso, de uma partida para a próxima. Em nenhuma das Copas anteriores havia esse espaço, de até uma semana entre um jogo e outro”, disse Moracy Sant’Anna, preparador físico campeão mundial de 1994.

A Argentina teve seis dias entre a estreia e a segunda partida, contra a Áustria, e entre o terceiro compromisso, contra a Jordânia, e a segunda fase, contra Cabo Verde. Messi preparou-se com apenas 16 partidas depois de suas últimas férias, atuando nos Estados Unidos, em nível de competição mais ameno do que se estivesse na Champions League.

Nem todas as Copas são espetaculares. A pior de todas foi a de 1990, na Itália, apesar de Diego Maradona e do ambiente totalmente futebolístico que os italianos produziam. A pior média de gols, 2,21 por partida, fez a Fifa tomar providências com as regras.

O impedimento teve o ajuste de não considerar mais a mesma linha como irregular. Dois anos depois, a proibição de os goleiros receberem com as mãos as bolas recuadas com os pés. Mudou a dinâmica do esporte, com os arqueiros participando como armadores de jogadas, trocando passes com zagueiros e meio-campistas, às vezes até lançando atacantes e entrando nas estatísticas de assistências.

Este Mundial teve o impacto das alterações no tempo de cobranças de laterais, escanteios e reposições de bola dos goleiros. Pierluigi Collina, diretor de Arbitragem da Fifa, afirmou que o impacto foi considerado positivo pela entidade. Não diria outra coisa, exceto elogiar a si mesmo.

Mas é justo associar o controle da cera à melhora da qualidade do futebol. Virou a Copa dos craques, aquela em que se espera ansiosamente para ver Mbappé, Messi, Harry Kane, Haaland, Dembélé, Lamine Yamal…

A França tem o melhor ataque da competição, com 15 gols, 13 deles marcados por Mbappé (8) e Dembélé (5).

A Argentina, segundo maior número de gols, fez 14; e foram 8 de Messi.

É difícil encontrar argumentos para desmentir que esta é a melhor Copa do Mundo de todas.


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