A busca por pessoas desaparecidas ganhou mais uma ferramenta de apoio. Uma parceria entre os Ministérios Públicos do Rio de Janeiro e de São Paulo e a Secretaria Municipal de Segurança Pública de São Paulo, firmada nesta quinta-feira (30), estabeleceu que as câmeras de reconhecimento facial dos dois estados passem a atuar de forma integrada nesses casos, permitindo que o rosto de qualquer pessoa desaparecida no país possa ser inserido simultaneamente em suas redes de monitoramento.
O sistema vai funcionar por meio do Centro Integrado de Comando e Controle do Rio de Janeiro e do Smart Sampa, fortalecendo as ações dos Programas de Localização e Identificação de Desaparecidos em todo o país.
Juntos, Rio de Janeiro e São Paulo respondem por cerca de 80 mil casos de desaparecimentos, o que equivale a mais de 70% dos registros.
A inclusão de dados no sistema de reconhecimento facial depende do consentimento de familiares ou responsáveis.
De acordo com o Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos, embora, na maior parte das declarações, não exista um motivo aparente para o desaparecimento, algumas causas relevantes são problemas psiquiátricos, perda de contato voluntária e dependência química.
Os Ministérios Públicos orientam que as famílias procurem o órgão assim que o desaparecimento for identificado, não sendo necessário esperar nenhum tipo de prazo.
