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48% das PMEs ainda não se prepararam para setembro


Quase metade das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras ainda não iniciaram os preparativos para a transição da Reforma Tributária prevista para setembro. É o que revela um levantamento realizado pela Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem, segundo o qual 48% dos empresários afirmam não ter adotado nenhuma medida para adequar seus negócios às novas regras tributárias.

O resultado preocupa diante da proximidade de uma das principais etapas de adaptação ao novo modelo tributário. Em setembro, empresas optantes pelo Simples Nacional deverão manifestar sua escolha em relação ao tratamento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para o período de transição da reforma, além de avançarem na preparação de processos, sistemas e cadastros.

Empresas ainda estão em fase inicial de adaptação

Segundo o estudo, apenas 52% das PMEs já iniciaram algum tipo de preparação para a Reforma Tributária. Entre as ações adotadas estão a busca por informações, consultas com contadores, atualização de sistemas de gestão e avaliação dos impactos financeiros das mudanças.

Apesar disso, o levantamento indica que muitas empresas ainda enxergam a reforma como um tema distante, o que pode dificultar a adaptação quando as novas exigências passarem a fazer parte da rotina operacional.

Setembro marca etapa importante da transição

A aproximação de setembro aumenta a necessidade de planejamento das empresas. Além das decisões relacionadas ao Simples Nacional, o período será marcado por novas adaptações em documentos fiscais, sistemas de emissão de notas eletrônicas e parametrizações voltadas ao IBS e à CBS.

O alerta exige que deixar os ajustes para a última hora pode elevar o risco de erros operacionais, retrabalho e dificuldades no cumprimento das obrigações acessórias durante a fase de transição da Reforma Tributária.

Tecnologia e planejamento serão diferenciais

Na avaliação da Omie, a preparação não deve se limitar ao setor fiscal. A implementação da Reforma Tributária tende a impactar áreas como financeiro, comercial, compras, precificação e gestão de contratos, exigindo integração entre diferentes departamentos da empresa.

Por isso, a recomendação é que os empresários utilizem os próximos meses para revisar processos internos, atualizar sistemas de gestão e capacitar as equipes responsáveis pelas rotinas fiscais e tributárias.

Embora a implementação completa do novo sistema ocorra de forma gradual, os estudos ressaltam que as decisões tomadas ainda em 2026 serão fundamentais para reduzir riscos e garantir uma transição mais segura ao longo dos próximos anos.





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