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Empreender na terceira idade pode triplicar a renda, aponta Sebrae


Um levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que empreendedores da terceira idade que formalizam seus negócios chegam a triplicar os rendimentos em comparação aos trabalhadores informais da mesma faixa etária. O estudo também reforça que o empreendedorismo sênior vem ganhando espaço no país, impulsionado pelo envelhecimento da população e pela busca por maior autonomia financeira.

De acordo com o Sebrae, o Brasil já conta com mais de 4 milhões de empreendedores com 60 anos ou mais, número que cresceu de forma consistente na última década. Esse público representa uma parcela cada vez mais relevante da chamada economia prateada, segmento voltado às pessoas acima de 50 anos e que movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano no país.

Formalização amplia ganhos

Segundo o estudo, a formalização é um dos principais fatores para o aumento da renda entre empreendedores da terceira idade. Ao regularizar a atividade, o profissional amplia o acesso a crédito, pode vender para empresas e órgãos públicos, emitir notas fiscais e participar de programas de apoio ao pequeno negócio.

O levantamento mostra que os empreendedores formalizados apresentam rendimento médio significativamente superior ao dos trabalhadores informais da mesma faixa etária, evidenciando que a regularização pode ser determinante para o crescimento do negócio.

Experiência se torna diferencial competitivo

Além do ganho financeiro, o Sebrae destaca que a experiência acumulada ao longo da carreira contribui para o sucesso dos negócios liderados por pessoas acima dos 60 anos.

Conhecimento técnico, rede de contatos, maior capacidade de planejamento e menor disposição para assumir riscos excessivos estão entre os fatores que aumentam as chances de sustentabilidade dessas empresas. Em muitos casos, o empreendedorismo surge como alternativa para complementar a aposentadoria ou transformar um hobby em fonte de renda.

Economia prateada ganha força

O envelhecimento da população brasileira também amplia as oportunidades de mercado para esse público. O Sebrae avalia que a economia prateada reúne consumidores com maior poder de compra e demanda crescente por produtos e serviços específicos, criando espaço para novos empreendimentos voltados a esse segmento.

A tendência é que o empreendedorismo sênior continue crescendo nos próximos anos, tanto pelo aumento da expectativa de vida quanto pela necessidade de complementação da renda após a aposentadoria.

Formalização amplia ganhos

O levantamento do Sebrae mostrou também que, no quarto trimestre de 2025, os empreendedores com 60 anos ou mais formalizados registraram o maior rendimento médio de toda a série histórica, iniciada em 2012. Em média, esse grupo recebeu R$ 7.458 por mês, valor mais de três vezes superior ao rendimento dos empreendedores informais da mesma faixa etária, que ficou em R$ 2.152.

Segundo o estudo, a formalização não apenas aumenta a renda no curto prazo, como também amplia os ganhos ao longo de toda a trajetória do empreendedor. O levantamento também aponta que os empreendedores sêniores formalizados apresentam avanços no nível de escolaridade, fator que contribui para uma gestão mais qualificada dos negócios e para melhores resultados financeiros.

Papel da formalização

Para o Sebrae, formalizar o negócio é um passo importante para garantir segurança jurídica e ampliar as oportunidades de crescimento. Dependendo do faturamento e da atividade exercida, o empreendedor pode optar pelo registro como Microempreendedor Individual (MEI) ou por outros enquadramentos empresariais.

Além dos benefícios tributários, a formalização facilita o acesso a linhas de crédito, consultorias, capacitações e programas de incentivo ao empreendedorismo, contribuindo para o fortalecimento dos pequenos negócios e para a geração de renda na terceira idade

Com informações da Agência Brasil





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