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Copa: derrota em semifinal prolonga pesadelo da Inglaterra – 16/07/2026 – Esporte

À primeira vista, a missão era clara: vencer dois jogos, uma semifinal e uma final de C

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À primeira vista, a missão era clara: vencer dois jogos, uma semifinal e uma final de Copa do Mundo.

Desde o último título mundial da Inglaterra, em 1966, vitórias em momentos decisivos se mostraram tão inalcançáveis que passaram a representar uma espécie de bloqueio nacional. Em vez de uma campanha até a final do torneio, o trauma coletivo da Inglaterra vai continuar, acumulando mais anos de sofrimento para adicionar ao hino do futebol do país, “It’s Coming Home”.

Para tornar o resultado ainda mais doloroso, a derrota por 2 a 1 na semifinal da quarta-feira (15) veio contra a Argentina, uma nação que é, sem dúvida, a maior rival da Inglaterra em Copas do Mundo. Os jogos entre elas são uma colisão de política, cultura e esporte. Para a Argentina, vencer a Inglaterra significa mais, e com uma vaga na final da Copa do Mundo em jogo, não foi nenhuma surpresa que os jogadores argentinos permaneceram em campo após o jogo para comungar com sua massa de torcedores atrás do gol.

Eles cantaram sobre glórias passadas —vitórias sobre a Inglaterra— e as possibilidades por vir. A Inglaterra e seu técnico derrotado já haviam desaparecido havia muito tempo.

Para a Inglaterra, técnico após técnico tem sido incapaz de quebrar esse feitiço de decepções.

Para esta Copa do Mundo, a federação nacional de futebol da Inglaterra recorreu a Thomas Tuchel, um alemão, para liderar a equipe. A minutos da glória de uma vaga na final da Copa do Mundo, seus jogadores permitiram que a Argentina e Lionel Messi tomassem seus lugares, com gols tardios empatando e depois eliminando a vantagem inicial de 1 a 0 da Inglaterra. A Argentina enfrentará a Espanha na final de domingo.

Em duas das últimas três Copas do Mundo, a Inglaterra fracassou nas semifinais, derrotas que só vão intensificar o que se tornou um pesadelo nacional.

Nos pubs britânicos na noite de quarta-feira, a esperança de finalmente superar o obstáculo se transformou no conhecimento amargo de que seriam pelo menos mais quatro anos até que outra chance surgisse.

O técnico anterior, Gareth Southgate, havia chegado tentadoramente perto do objetivo da Inglaterra. Em seus oito anos no cargo, ele elevou a crença na equipe e se transformou em alguém mais parecido com a voz de uma nação fragmentada.

Ainda assim, ele não conseguiu levar a Inglaterra à linha de chegada. E para Tuchel, contratado a um alto custo em 2025, havia um grande trabalho a fazer. E ele sabia disso também.

Os jogadores foram os artífices de sua própria queda, de uma forma familiar às equipes inglesas do passado, apesar de seu novo técnico alemão. Defendendo uma vantagem de um gol, a equipe inglesa recuou cada vez mais para seu próprio território até que as paredes desabaram.

“Havia sangue na água e fomos para cima”, disse o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, em uma coletiva de imprensa após o jogo.

E, no entanto, era de alguma forma inevitável que Messi tivesse a palavra final. Enquanto os minutos pareciam estar se esgotando em sua carreira em Copas do Mundo, o jogador de 39 anos deu assistência para os dois gols argentinos.

Após o apito final, os jogadores argentinos ergueram uma faixa reivindicando a soberania das Ilhas Falkland, conhecidas na Argentina como Malvinas. A Argentina contesta a soberania britânica sobre as ilhas que estão sob domínio britânico há cerca de 200 anos.



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