A Fifa (Federação Internacional de Futebol) fechou um acordo com a Zee Entertainment, da Índia, para transmitir a Copa do Mundo de 2026 no país, encerrando um impasse de meses sobre a disponibilidade do torneio em um dos últimos grandes mercados onde os direitos ainda não haviam sido vendidos.
Os termos financeiros não foram divulgados. A Fifa havia inicialmente pedido cerca de US$ 100 milhões (R$ 505 milhões) pelo pacote de direitos de transmissão à Índia, que abrange as Copas do Mundo de 2026 e 2030, antes de reduzir sua pedida para US$ 60 milhões (R$ 303 milhões), conforme noticiado anteriormente pela Reuters.
O acordo dá à Zee uma posição privilegiada no mercado de transmissões esportivas da Índia, onde a JioStar, joint venture entre a Reliance e a Disney, detém direitos que vão desde o torneio de críquete Indian Premier League até a Premier League inglesa.
O acordo foi fechado apenas 10 dias antes do início do torneio, em 11 de junho, nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
As ações da Zee subiram cerca de 7% no dia após o anúncio.
Diferenças de fuso horário
A JioStar, do bilionário Mukesh Ambani, que transmitiu a Copa do Mundo de 2022 através de sua predecessora Viacom18, havia oferecido cerca de US$ 20 milhões (R$ 101 milhões) pelos direitos, mas a oferta foi rejeitada pela Fifa.
A Sony, detentora dos direitos dos torneios de 2014 e 2018, manteve conversas, mas não apresentou uma proposta.
A Viacom18 pagou cerca de US$ 60 milhões pelos direitos da Copa do Mundo de 2022, realizada no Qatar, em fusos horários muito mais favoráveis ao público indiano.
A maioria das partidas deste ano será transmitida tarde da noite na Índia devido à diferença de fuso horário, o que diminuiu o interesse das emissoras e complicou os esforços de venda da Fifa.
O acordo firmado nesta segunda-feira abrange 39 eventos da Fifa ao longo de oito anos, até 2034, incluindo também a Copa do Mundo Feminina de 2027.

