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Reforma tributária já impacta escritórios, mas 56% dos contadores ainda não têm plano

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A reforma tributária já começou a transformar a rotina dos escritórios de contabilidade antes mesmo da entrada em vigor das principais mudanças previstas para os próximos anos. É o que revela a Sondagem Omie do Setor Contábil, realizada em parceria com a Fenacon, Sescon-SP, Sescon-MG, Sescon-RS e Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRCMG).

Segundo o levantamento, 68% dos contadores afirmam que já foram procurados por clientes para esclarecer dúvidas ou discutir os impactos da reforma tributária em seus negócios. Apesar da crescente demanda, 56% dos profissionais ainda estão na fase inicial de preparação, consumindo conteúdos e estudando o tema, mas sem um plano de ação estruturado para atender às novas exigências. A pesquisa ouviu 633 empresários contábeis de diferentes regiões do país.

Clientes já cobram orientação dos escritórios

O estudo mostra que a reforma tributária deixou de ser apenas um tema legislativo para se tornar uma demanda prática dos clientes.

Com a aproximação das novas obrigações relacionadas ao IBS e à CBS e a necessidade de adaptação dos sistemas fiscais, empresários têm buscado apoio dos escritórios para entender como as mudanças podem afetar a emissão de documentos fiscais, a formação de preços, o enquadramento tributário e a gestão financeira das empresas.

Maioria dos escritórios ainda está nos primeiros passos

Apesar da procura crescente, mais da metade dos profissionais admite que ainda não estruturou uma estratégia para conduzir seus clientes durante a transição.

Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados concentram seus esforços na atualização técnica, por meio de cursos, notícias e materiais especializados, mas ainda não converteram esse conhecimento em processos internos ou em um plano de atuação voltado à reforma tributária.

Reforma amplia papel consultivo do contador

Além das mudanças operacionais, a sondagem reforça uma tendência já observada no mercado: a contabilidade deve assumir um papel cada vez mais consultivo durante a implementação da reforma.

Os escritórios serão chamados a orientar seus clientes em decisões relacionadas à revisão de cadastros fiscais, classificação tributária de produtos, parametrização de sistemas, escolha de regimes tributários, formação de preços e planejamento financeiro.

Esse movimento pode representar uma oportunidade para ampliar a oferta de serviços de consultoria e aumentar o valor agregado da atuação contábil.

Tecnologia aparece como principal aliada da adaptação

Outro ponto destacado pelo estudo é o papel da tecnologia no processo de transição.

Segundo a Omie, a pesquisa também buscou mapear como os escritórios enxergam a utilização de sistemas de gestão e soluções tecnológicas para enfrentar as mudanças trazidas pela reforma tributária, indicando que a digitalização tende a ganhar ainda mais importância na rotina dos profissionais contábeis.

Preparação antecipada pode reduzir riscos

Com o cronograma de implementação da reforma tributária já em andamento, especialistas recomendam que os escritórios iniciem o quanto antes a revisão de processos internos e o planejamento das adaptações necessárias.

Entre as principais frentes estão:

  1. Mapeamento dos impactos para cada cliente;
  2. Revisão dos cadastros fiscais;
  3. Atualização das equipes sobre a nova legislação;
  4. Adequação dos sistemas de gestão e emissão de documentos fiscais;
  5. Desenvolvimento de serviços consultivos voltados à reforma tributária.

A expectativa é que a procura por orientação especializada continue aumentando à medida que novas etapas da reforma entrarem em vigor e as empresas precisarem se adequar às exigências do novo sistema tributário.





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