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Projeto cria sistema de descarte especial para agulhas e seringas usadas em casa


Discussão e Votação de Propostas Legislativas. Dep. Dr. Daniel Soranz (PSD - RJ)
Dr. Daniel Soranz: descarte inadequado de materiais traz risco sanitário – Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 1674/26 cria um sistema nacional de logística reversa e de conscientização para o descarte de agulhas, seringas, lancetas e outros materiais perfurocortantes usados em tratamentos médicos em domicílio.

A medida abrange fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores.

Pelo texto em análise na Câmara dos Deputados, esses resíduos não poderão ser jogados no lixo comum, na rede de esgoto ou em vias públicas.

O descarte deverá ocorrer nos pontos de coleta de resíduos de serviços de saúde ou em recipientes adequados em locais com grande circulação de pessoas, como shoppings.

Impacto atual

Segundo o autor da proposta, deputado Dr. Daniel Soranz (PSD-RJ), o crescimento de tratamentos domiciliares que exigem injeções contínuas – como o controle do diabetes e o uso de “canetas emagrecedoras” – provocou um salto na quantidade de resíduos de saúde.

“O descarte inadequado desses materiais representa um risco sanitário e ambiental grave, expondo coletores de lixo, catadores, animais e a população em geral a acidentes”, afirma o parlamentar.

Próximos passos

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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