Diferentemente dos esteroides anabolizantes (EAs), que aumentam a síntese proteica, os preenchedores locais –também conhecidos pela sigla SEO (“site enhancement oil”, que significa “óleo de aprimoramento de local” na tradução livre para o português)– não geram ganhos de massa muscular. Mesmo assim, diversos fisiculturistas utilizam essas substâncias para criarem a ilusão de um físico mais proporcional e/ou volumoso.
Produtos como por exemplo synthol, PMMA e até mesmo ácido hialurônico não são absorvidos pelo organismo. Ou seja, eles geram uma inflamação no local em que foram introduzidos –o que faz essa região do corpo apresentar um volume maior. Por isso, eles são usados para preencher os pontos fracos do físico.
A popularização desse artifício, também referenciado pelos termos “aplicação localizada” ou “montagem” no meio fitness, se deu na segunda metade dos anos 1990 com o synthol –composto aproximadamente 85% de óleo, 7,5% de lidocaína e 7,5% de álcool benzílico .
Comumente confundidas com os EAs, essas substâncias não interferem no eixo hormonal do usuário. Entretanto, a utilização desses produtos pode gerar inflamações causadoras de abscessos purulentos ou necrose. Caso a aplicação seja feita em um vaso sanguíneo, há risco de bloqueios que podem resultar em infartos ou derrames.
Além dos malefícios à saúde, a prática é malvista por grande parte dos fisiculturistas. Isso porque é considerada uma espécie de trapaça e, na maioria dos casos, fica nítida –quando essas aplicações ficam claras para os árbitros durante um campeonato, a tendência é de que o atleta seja penalizado.
A percepção desses preenchedores –habitualmente usados para inflar músculos que geralmente apresentam uma resposta menos efetiva à musculação– pode se dar a partir de regiões do corpo que não apresentam um formato anatômico ou de desproporções significativas. Outro fator que pode indicar a presença de preenchedores é a ausência de fibras musculares apresentadas no local.

