O preço do barril de petróleo do tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez desde maio. O aumento é reflexo direto da escalada da guerra no Oriente Médio nas últimas semanas e do bloqueio das duas principais rotas de escoamento do petróleo na região.
Nesta quinta-feira (23), os Houthis, grupo armado do Iêmen aliado ao Irã, atacaram dois navios-tanque sauditas com drones e mísseis. Segundo a milícia, as embarcações teriam tentado furar o bloqueio do Estreito de Bab el-Mandeb, por onde passam cerca de 7% do petróleo mundial. A mídia estatal saudita informou que os navios foram incendiados, mas que a tripulação está em segurança.
Em apoio à Arábia Saudita, o governo do presidente Donald Trump anunciou, nesta semana, um acordo para o desenvolvimento de um programa de energia nuclear para fins civis. Mas nesta quinta, pelas redes sociais, Trump condicionou o acordo a novas exigências: a adesão do país aos Acordos de Abraão, para normalizar as relações da Arábia Saudita com Israel.
Pouco depois, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os líderes dos dois países não trataram dessa cláusula especificamente, mas que o acordo vai beneficiar, principalmente, os Estados Unidos.
Nesta quinta, os Estados Unidos bombardearam o Irã pelo 12º dia seguido. O presidente Trump também disse que vai punir o Irã pelos ataques dos Houthis no Mar Vermelho. A guerra, segundo o secretário de Defesa dos Estados Unidos, já custou US$ 37,5 bilhões. Nesta semana, o governo pediu mais US$ 67 bilhões ao Congresso para seguir com a ofensiva.
Do lado iraniano, drones foram lançados contra três bases norte-americanas no Kuwait. Segundo o governo kuwaitiano, pelo menos um dos drones atingiu a principal passagem de fronteira entre o país e o Iraque. Ninguém se feriu.
* Com informações da Agência Reuters.
