A Polícia Federal (PF) realizou, nesta segunda-feira (10), uma nova operação que investiga a compra de títulos do Banco Master pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió. A medida foi autorizada pelo relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.
O instituto teria investido R$ 97 milhões em títulos fraudulentos do Banco Master entre 2023 e 2024. Segundo a Polícia Federal, o investimento dos recursos dos servidores municipais foi feito sem estudos técnicos e com falhas de análise de risco. A aplicação seria incompatível com os limites definidos pela política de investimentos do instituto de previdência e buscaria favorecer o Banco Master.
A Polícia Federal apura possíveis crimes de gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O ministro André Mendonça determinou o bloqueio de bens de seis ex-servidores e consultores contratados até o limite de R$ 97 milhões. O magistrado também autorizou busca e apreensão de computadores, telefones, dados e documentos dos investigados, do instituto e da consultoria Crédito & Mercado.
André Mendonça negou o afastamento do atual presidente do instituto de previdência, Guilherme Alvarenga, porque a PF não demonstrou sua participação nas fraudes. Também foram autorizadas novas diligências junto ao Banco Central, à Bolsa de Valores São Paulo e à Comissão de Valores Imobiliários para obtenção de informações sobre as operações investigadas.
Nota
Em nota, o Instituto de Previdência de Maceió reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos. A instituição afirma ainda que o seu patrimônio cresceu de R$ 400 milhões, em 2021, para R$ 1,6 bilhão atualmente, garantindo a capacidade de pagamento dos aposentados e pensionistas da prefeitura de Maceió.
