O Novo Desenrola já renegociou R$ 15,6 bilhões em dívidas de micro e pequenas empresas em todo o país, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (17) pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP). Até o momento, o programa soma mais de 121 mil operações, consolidando-se como uma importante ferramenta de reequilíbrio financeiro para pequenos negócios em meio ao cenário de juros elevados e crédito restrito.
O avanço das renegociações mostra a forte adesão das micro e pequenas empresas, segmento que representa a maior parte dos CNPJs ativos no Brasil e responde por uma fatia relevante da geração de empregos e renda no país.
Pequenos negócios lideram renegociações
Os pequenos negócios concentram o maior volume de renegociações dentro do Novo Desenrola. A proposta do programa é permitir que empresas substituam dívidas mais caras por condições mais favoráveis, com prazos maiores, melhores taxas e mais fôlego para reorganizar o fluxo de caixa.
Na prática, o programa atende principalmente empresas enquadradas em linhas como Pronampe e ProCred 360, voltadas para facilitar o acesso ao crédito e estimular a recuperação financeira dos negócios de menor porte. A maior parte do volume renegociado veio do Pronampe, que soma 95 mil operações e R$ 14,6 bilhões em acordos. Já o ProCred registrou 26,2 mil renegociações, movimentando R$ 1,1 bilhão.
Crédito caro pressiona empresas
O crescimento da adesão ocorre em um momento de maior pressão financeira para as empresas. Com juros elevados e desaceleração da atividade econômica, muitos pequenos negócios enfrentam dificuldades para honrar financiamentos, capital de giro e outras obrigações.
Nesse cenário, a renegociação surge como alternativa para evitar o agravamento da inadimplência e preservar a capacidade operacional das empresas.
Especialistas avaliam que, além de aliviar o endividamento, o programa ajuda a reduzir riscos de fechamento de empresas e de demissões, especialmente em setores mais sensíveis ao custo do crédito.
Para empresários e profissionais da contabilidade, o avanço do Novo Desenrola reforça a importância da gestão financeira preventiva e do acompanhamento próximo do endividamento empresarial.
Mais do que renegociar dívidas, a reestruturação financeira exige análise de fluxo de caixa, revisão de custos e planejamento tributário para evitar que a empresa volte a enfrentar dificuldades no curto prazo.
A expectativa do governo é de que o volume renegociado continue crescendo nos próximos meses, ampliando o alcance do programa entre pequenos negócios e fortalecendo a recuperação financeira do setor.
Com informações da Agência Gov

