Brasília

Ministro diz que reciprocidade será com cautela e responsabilidade

Ministro diz que reciprocidade será com cautela e responsabilidade


O Brasil vai tratar com cautela e responsabilidade o processo de reciprocidade contra as tarifas dos Estados Unidos. É o que disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta sexta-feira (14). Ele disse que o governo vai ouvir todos os setores afetados:

“O primeiro impacto do processo de reciprocidade é a gente poder colher, em especial do empresariado brasileiro, mas também do empresariado do exterior, quais seriam os impactos e as preocupações que eles têm com eventuais medidas de reciprocidade. “

O Brasil abriu processo de reciprocidade alegando que as tarifas aplicadas pelo governo de Donald Trump são arbitrárias e injustificadas. A Camex, que é a Câmara de Comércio Exterior, iniciou formalmente a análise das medidas. O próximo passo é uma consulta pública.

Rombo no BRB 

Durigan falou ainda sobre a situação do BRB, o Banco de Brasília. Nessa quinta-feira, houve mais uma reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) que terminou se acordo. 

O ministro Luiz Fux acabou dando mais tempo para que o GDF e a Fazenda decidam sobre o empréstimo de mais de R$ 6 bilhões, dinheiro que seria usado para salvar o Banco. Durigan reforçou que o problema não foi provocado pelo governo federal, mas é ele quem está tentando uma solução:

“Mesmo não sendo um problema nosso, fomos nós que apresentamos uma saída que respeitaria e conseguiria manter serviços importantes do DF […] E mais que isso, houve reuniões para tratar de como estender as garantias, com mais segurança, para os bancos privados que  foram coordenadas pela PGFN e pela AGU. Então tudo o que tem sido demandado tem sido feito por nós, governo federal, em articulação com os bancos, com o governo do DF”.

Empréstimo para SP

Durigan anunciou o aval do tesouro para empréstimo de R$ 13 bilhões aos estados, incluindo R$ 5,4 bi para São Paulo. Obras de mobilidade urbana.

Anúncio feito depois do governo do estado ter entrado no STF com um pedido para a liberação dos recursos.

O ministro rebateu: “não vamos funcionar nunca sob pressão. Nenhuma do Supremo de qualquer estado que seja interfere nos processos internos”.

Foram liberados recursos ainda para Piauí, Maranhão, Pernambuco e Rondônia.

 




Fonte GDF

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