Os jogadores do Irã receberam vistos para entrar nos Estados Unidos para disputar a Copa do Mundo, disse um funcionário da Casa Branca à agência de notícias Reuters nesta sexta-feira (5).
A autorização acontece dez dias antes da estreia do país persa —em guerra com os EUA— no Mundial, em Los Angeles, contra a Nova Zelândia.
O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, disse na quinta-feira (4) que a delegação de seu país ainda não havia recebido os vistos para entrar nos Estados Unidos.
Teerã trocou de última hora a sua base para o Mundial do Arizona para Tijuana, no México, por causa do imbróglio sobre os vistos e porque o país entende que sua delegação deve ficar o mínimo de tempo possível em solo americano. A seleção iraniana deve desembarcar em Tijuana no domingo (7).
Além da partida contra a Nova Zelândia, os persas enfrentarão também em Los Angeles a Bélgica. Depois, jogam contra o Egito em Seattle.
A Guerra no Irã transformou a Copa, maior evento esportivo do mundo, numa disputa geopolítica, com ambos os lados tentando usar a competição para obter apoio político.
Será a primeira vez em que um país-sede de Mundial receberá em seu território para a competição uma nação contra a qual trava uma guerra.
De acordo com Pasandideh, o embaixador do Irã no México, os EUA nunca disseram se permitiriam ou não que a delegação persa ficasse hospedada em solo americano.
Marco Rubio, secretário de Estados dos EUA, disse a parlamentares americanos na terça (2) que o país não permitiria que o Irã levasse em sua delegação indivíduos ligados à Guarda Revolucionária, órgão iraniano classificado como terrorista por Washington.
A restrição poderia ser aplicada a jogadores iranianos que tenham tido ligações com o grupo durante o serviço militar obrigatório.

