quinta-feira 30, abril, 2026 - 20:34

Brasília

IBGE fará primeiro censo nacional da população em situação de rua

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, está lançando o primeiro Ce

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, está lançando o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, que identifica o perfil sociodemográfico, a distribuição territorial e as condições de vida da população em situação de rua. A divulgação vem sendo feita regionalmente, já passou por Belém, Rio de Janeiro e, nesta quinta-feira (30), aconteceu na cidade de São Paulo.

O primeiro levantamento estatístico voltado a esse segmento da população vai considerar pessoas em situação de rua, aquelas que dormiram nas ruas, instituições ou ocupações não residenciais por pelo menos uma noite nos últimos sete dias em relação à data de referência da coleta dos dados.

O censo da população do IBGE costuma ter o domicílio como critério de base. Mas com essa nova metodologia, os dados de quem historicamente é invisibilizado podem auxiliar em ações e políticas públicas voltadas para a população em situação de rua.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann explica que uma rede de instituições e movimentos sociais que atuam junto a essa população vai colaborar com o censo, que um teste já foi realizado na cidade de Niterói e que as iniciativas até então eram regionais, mas faltava uma metodologia nacional.

“E entender que essa é uma questão de natureza nacional e que exige uma intervenção de políticas públicas federais, não ficando tão somente como responsabilidade de governos municipais e mesmo estaduais. Então, isso significa dizer que essa informação do censo vai permitir na realidade construção de políticas nacionais mais precisas em relação a esse fenômeno crescente no Brasil de uma parcela da população que não tem endereço fixo”.

No lançamento do censo, também foi divulgado o programa “Cidadania Pop Rua”, um equipamento multidisciplinar voltado para esse segmento. A secretária executiva do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Caroline Reis, comenta como o serviço vai funcionar.

“A ideia é que a gente receba essas pessoas com afeto, respeitando seus direitos humanos, recebendo as demandas principais que elas têm, encaminhando para rede de apoio e também dando o mínimo de dignidade necessária para essas pessoas: um banho, um acolhimento, um corte de cabelo, um lugar para eles guardarem os pertences deles. Que a gente consiga fazer com que essa população chegue aos equipamentos públicos e não se sintam desconfortáveis em estar ali”.

Para realizar a pesquisa, o IBGE terá como base informações dos municípios, dados das Secretarias e Conselhos de Assistência Social e do Cadastro Único. A previsão é que a coleta seja realizada de forma simultânea em todas as cidades participantes ao longo de quatro dias em julho de 2028 em dois turnos, para evitar a duplicação de dados já que a população em situação de rua pode se deslocar de um ponto a outro.

*Com colaboração de Ana Graziela Aguiar




Fonte GDF

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