Mbappé saiu da última Copa do Mundo como artilheiro, com oito gols, sendo três deles na decisão contra a Argentina. Apesar do gosto amargo pela derrota nos pênaltis, o francês se tornou o jogador mais jovem a marcar em duas finais de Mundial e ficou a um gol de superar Pelé na lista de artilheiros gerais da competição.
Nesta terça-feira (16), ele passou o Rei do Futebol.
Depois de um primeiro tempo em que a França e seu camisa 10 estiveram aquém da expectativa, com Senegal muito mais próxima de abrir o placar na estreia das duas equipes na Copa, Mbappé desencantou no segundo tempo e garantiu a vitória francesa por 3 a 1, com dois gols do camisa 10, que além de Pelé, também o fez superar Messi.
Agora, ele soma 14 gols na história das Copas, um a mais do que Pelé. O maior artilheiro da competição é o alemão Miroslav Klose, com 16, uma diferença pequena, bem possível de ser alcançada pelo craque francês nesta edição.
A disputa com Messi, porém, ainda está aberta. O argentino ainda vai estrear nesta edição, também nesta terça, contra a Argélia.
Atual vice-campeã, a França desembarcou nos Estados Unidos como favorita brigar pelo título. Campeão em 1998 e 2018, o país sonha com seu terceiro troféu mundial.
No Qatar, a taça escapou das mãos francesas na disputa de pênaltis com a Argentina, depois de um empate por 3 a 3, com bola rolando no tempo regulamentar e na prorrogação. Mbappé foi quem marcou os três gols da equipe europeia.
Num primeiro tempo de poucas chancces, as melhores foram de Senegal. Na principal delas, aos 25 minutos, Nikolas Jackson escapou da marcação em contra-ataque, invadiu a área e acertou a trave. A bola ainda bateu nas costas do goleiro Maignan antes de sair para escanteio.
Ismaila Sarr também desperdiçou uma oportunidade ainda melhor quando livre na área e, de alguma forma, chutou por cima do travessão, à queima-roupa.
Além de contar com a sorte nos lances, o goleiro francês também apareceu bem em outras duas intervenções, em chutes de Sadio Mané.
A França, embora tenha tido mais posse de bola, e rondado perigosamente a área defendida por Mendy, buscava jogadas previsíveis, quase sempre apostando na velocidade e força física de Mbappé. A seleção europeia teve somente duas finalizações nos primeiros 45 minutos, ambas para fora.
O camisa 10 francês teve um primeiro tempo muito aquém do que pode produzir. Nos primeiros 15 minutos, ele perdeu o domínio de bola em duas ocasiões. Logo no início, Rabiot driblou seu marcador e encontrou Mbappé com um passe preciso, mas o atacante dominou a bola de forma decepcionante.
Em outra boa oportunidade, Dembélé lançou Mbappé com um passe certeiro para o camisa 10, mase ele não conseguiu dominar a bola novamente.
Para coroar uma atuação decepcionante até então, foi ele quem perdeu a bola para Diouf, permitindo que Senegal lançasse um contra-ataque que terminou com Jackson acertando a trave.
Depois do intervalo, a equipe liderada pelo técnico Didier Deschamps voltou com outra postura —sobretudo pela nova atitude de Mbappé. Bem mais ofensiva, buscando infiltrações. Foi assim que chegou ao gol, quando Michael Olise descolou uma bola enfiada para Mbappé, aos 21.
Dois minutos depois, a França tomou um susto. Nicolas Jackson foi acionado nas costas da zaga e, depois de invadir a área, chutou forte para vencer Mike Maignan. O lance, porém, acabou anulado por impedimento.
A França, então, retomou as rédeas da partida. E conseguiu ampliar aos 37, com Barcola. Nos acréscimos, Ibrahim Mbaye descontou para Senegal, mas Mbappé marcou novamente, confirmando a estreia francesa com vitória pelo Grupo I da Copa do Mundo, que terá ainda o duelo entre Iraque e Noruega nesta terça.

