Os Estados Unidos devem realizar operações militares conjuntas com a Colômbia para atacar o que chamaram de “redes terroristas no continente”.
A declaração do secretário de Defesa norte-americano foi dada nesta quarta-feira no Panamá em uma reunião da Coalizão das Américas Contra Cartéis.
Pete Hegseth disse que a Colômbia autorizou os ataques conjuntos contra grupos armados como Exército de Libertação Nacional e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as FARC.
Ele comparou traficantes de drogas a terroristas da Al-Qaeda e do Estado Islâmico.
O ministro da Defesa da Colômbia, Jorge Eduardo Mora, recém-empossado, afirmou ao lado do norte-americano que a Colômbia poderia desempenhar um papel fundamental no combate aos narcotraficantes, tanto na costa do Pacífico quanto no Caribe.
Também na reunião, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, classificou o narcotráfico como a maior ameaça enfrentada pela região.
Foram dois dias de reuniões entre os 19 membros da coalizão.
Um plano de ação foi anunciado para ser elaborado até o mês de novembro.
De acordo com a agência Reuters, a política do atual governo dos Estados Unidos para a América Latina vem se mostrando mais presente.
Mais de 200 pessoas morreram desde o início dos ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas, além da operação em janeiro que tirou Nicolás Maduro do poder na Venezuela.
Ainda segundo a Reuters, enquanto críticos afirmam que os ataques dos Estados Unidos equivalem a crimes de guerra que deveriam ser julgados no Tribunal Penal Internacional, o secretário de Defesa norte-americano criticou a organização e incentivou os aliados na reunião no Panamá a se retirarem do tribunal.
