Os Estados Unidos aceitaram o pedido do Brasil para a realização de consultas relacionadas às tarifas contra produtos brasileiros no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo americano afirma que está pronto para dialogar com representantes da missão brasileira em data conveniente.
O Brasil apresentou uma queixa à OMC após o país ser taxado consecutivamente pelos Estados Unidos em julho, chegando a uma sobretaxa de 37,5% sobre as exportações brasileiras. Essa consulta é a primeira etapa formal para resolução de controvérsias na OMC. O Brasil alega que as tarifas são injustificadas e incompatíveis com as regras do comércio multilateral. Se a consulta negociada entre os dois países não resolver a queixa brasileira em 60 dias, a OMC abre um painel para analisar o caso.
China
A China também solicitou formalmente participação na consulta brasileira à OMC sobre o tarifaço estadunidense, alegando que a medida também prejudica as exportações do país asiático.
As tarifas atingem cerca de 23% das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Entre os itens atingidos estão máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.
A OMC vem sofrendo uma paralisia nos últimos anos, sobretudo devido ao bloqueio dos Estados Unidos à nomeação de juízes do órgão de apelação da organização.
