Com a primeira partida da Copa do Mundo de 2026, no Estádio Azteca (Cidade do México), as seleções de México e África do Sul vão estrear um novo protocolo para a entrada em campo e execução de hinos, de acordo com Gianni Infantino, presidente da Fifa.
“Pela primeira vez, todos os 26 jogadores [de cada time] virão a campo, com bandeiras enormes, e os hinos serão executados com toda a equipe em campo”, avisa.
Antes, apenas os 11 titulares participavam da execução do hino no campo.
“Ter todos os jogadores e árbitros se encontrando no círculo central vai criar um momento de unidade e emoção que pertence a todos”, afirma Infantino. “A Copa é sobre todos os jogadores e torcedores, e essa nova cerimônia reflete isso.”
De acordo com o mandatário da Fifa, a ideia partiu de uma conversa com o ex-jogador italiano Alessandro del Piero. “Um dia ele me disse: por que não colocar todos os jogadores em campo? Somos todos da mesma equipe.”
Infantino ainda brincou que a ideia de Del Piero deve ter sido por algum trauma de 2006, quando ele marcou um gol em Dortmund, na vitória da Itália contra a Alemanha pela semifinal. Na ocasião, o atacante saiu do banco, e por isso não ficou perfilado em campo para o hino italiano.
Infantino exaltou também o “abençoado” Azteca, que nesta quinta (11) será palco de uma partida de abertura de Copa pela terceira vez na história. “É o único estádio com três jogos de abertura, é uma catedral do futebol, e definitivamente é abençoado pelos deuses do futebol.”
Ele lembrou do pai ao falar das façanhas que aconteceram no estádio, que recebeu a primeira Copa no país em 1970. “Me deu muito orgulho o resultado da seleção italiana, mas também do Brasil incrível de Pelé”, disse o suíço-italiano, citando que Rivellino estará no estádio para participar de uma homenagem à seleção que foi tricampeã no país.
“E em 1986, o mesmo com Diego [Maradona], uma emoção única. Lembramos do gol do Diego, e da final contra a Alemanha. Esse estádio é abençoado”, afirmou.
‘Melhor relaxar’
Infantino também aproveitou a entrevista para falar sobre outros temas, incluindo o árbitro somali Omar Artan, que foi barrado de entrar nos Estados Unidos, a seleção iraniana e o preço dos ingressos.
“Talvez às vezes seja melhor simplesmente relaxar. Trabalhamos em tudo, tentamos resolver tudo. Às vezes, começar imediatamente a gritar e berrar tem o efeito oposto ao de encontrar uma solução”, afirmou o chefe da Fifa.

