Brasília

Capitães da Copa fazem ato contra discursos de ódio no mundial

Capitães da Copa fazem ato contra discursos de ódio no mundial


Os capitães das equipes que disputaram os jogos da Copa do Mundo nessa quinta-feira, dia 18, trocaram pequenas bandeiras especiais denunciando a discriminação. O ato foi feito para marcar o Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio, e aconteceu em todas as quatro partidas do dia: República Tcheca contra África do Sul; México contra Coreia do Sul; Suíça contra Bósnia-Herzegovina e Canadá contra Catar. As bandeiras trocadas exibiam o slogan “Jogamos Juntos. Lutamos Contra o Ódio”, escrito em inglês de um lado e nos idiomas nativos das equipes do outro.

No mesmo sentido, a FIFA revelou ter bloqueado 388 mil publicações abusivas na internet durante o torneio. Na Copa do Catar, foram 287 conteúdos criminosos removidos. A entidade informou que seu serviço automatizado de proteção em redes sociais, lançado antes do mundial de 2022, já removeu mais de 30 milhões de publicações e comentários abusivos desde então. 

A preocupação com atos discriminatórios começou antes da Copa deste ano. Um exemplo é o México, um dos países sede do mundial. Nas copas de 2018, 2022 e 2024 a FIFA aplicou sanções ao país por causa do comportamento dos torcedores mexicanos nos estádios, que costumam entoar cânticos homofóbicos contra os times adversários. As punições incluíram multas financeiras, advertências e até interrupções temporárias de partidas. 

Os xingamentos foram registrados novamente nas partidas classificatórias para a Copa de 2026, disputadas em Guadalajara, nos jogos do México contra a Jamaica e a República Democrática do Congo. 

Para tentar frear o comportamento ofensivo e evitar novas punições e o desgaste da imagem do país, a Federação Mexicana de Futebol lançou em maio uma campanha contra os gritos homofóbicos nos estádios. A ação, chamada de “A ola, sim, o grito, não”, conta com a participação de Hugo Sánchez, Javier Aguirre e outros jogadores do elenco mexicano do mundial de 1986, que também foi realizado no país.

 




Fonte GDF