Brasil Hoje

a empresa vai ter que escolher entre o DAS e o modelo híbrido

image_printImprimir


Um cliente do Simples que vende para indústria começa a ouvir uma frase nova do comprador: preciso de crédito dos novos tributos para continuar comprando de você. Em outro caso, o concorrente do cliente passa a oferecer esse crédito e ganha vantagem na negociação. O empresário não entende exatamente o que está acontecendo, mas sente o efeito na conversa de venda, e liga para o escritório atrás de resposta.

Essa cobrança já está chegando, antes mesmo de toda a regulamentação estar publicada. O contador é o primeiro a ser procurado, e precisa responder sobre algo que, até pouco tempo atrás, não fazia parte da rotina do Simples.

É essa resposta que o Simulador da Reforma para Empresas do Simples Nacional ajuda a montar: com os XMLs e o PGDAS que o escritório já tem, ele compara o DAS e o modelo híbrido empresa por empresa. Antes de ver como, vale entender a decisão nova que a Reforma coloca na mesa do Simples.

A decisão que não existia no Simples

Com a Reforma, as empresas do Simples passam a ter uma escolha concreta sobre o recolhimento do IBS e da CBS. Elas podem continuar recolhendo os dois dentro do DAS, como acontece hoje, ou migrar para o modelo híbrido, recolhendo o IBS e a CBS por fora do DAS, na sistemática de débito e crédito, enquanto os demais tributos do Simples seguem na guia unificada. Em setembro de 2026 abre a janela de opção que define como a empresa vai recolher esses tributos no primeiro semestre de 2027, e quem optar tem até 30 de novembro de 2026 para cancelar a escolha. Uma segunda janela, em março de 2027, define o segundo semestre — e vale tanto para quem deixou setembro passar quanto para quem já optou e quer rever a decisão.

O problema é que essa escolha não se resolve comparando qual alíquota é menor. Uma empresa pode pagar menos tributo permanecendo no DAS e ainda assim perder competitividade, porque os clientes dela precisam de crédito integral que o DAS não oferece — no regime unificado, o crédito transferível ao cliente corresponde apenas à fração de IBS e CBS efetivamente recolhida dentro da guia, significativamente menor do que a alíquota plena. Outra pode migrar para o híbrido sem necessidade e acabar com a carga maior. Em alguns casos, sair parcialmente do DAS só faz sentido se a empresa reorganizar a cadeia de fornecedores para conseguir aproveitar créditos nas compras.

A decisão passa a depender de como a empresa vende, para quem vende, de quem compra e quais mercadorias fazem parte da operação. Cada um desses pontos puxa uma análise diferente.

Por que fazer isso no manual não fecha

Para responder bem, o escritório precisaria reunir as notas de entrada e de saída, identificar os clientes e os fornecedores, revisar a classificação fiscal das mercadorias, projetar os cenários de IBS e CBS ao longo da transição e ainda organizar tudo de forma que o empresário entenda. Feito na mão, isso vira horas de planilhas paralelas, cruzamentos manuais e dependência de poucas pessoas que dominam o assunto dentro do escritório. Em uma carteira com várias empresas do Simples, esse esforço se multiplica e não cabe no tempo que o cliente está disposto a esperar.

XMLs, PGDAS e três leituras da operação

A frente que a e-Auditoria construiu para esse cenário trabalha com dois documentos que o escritório já tem, os XMLs das notas de entrada e saída e o PGDAS em PDF. A partir deles, o sistema monta os dois cenários, dentro do DAS e no modelo híbrido, e projeta a comparação ano a ano entre 2027 e 2033, cobrindo a transição completa para o Simples.

Além da comparação tributária, a ferramenta organiza três leituras que tornam a conversa com o empresário mais objetiva e ancorada nos dados da própria operação. A análise da cadeia de clientes, feita pelos XMLs de saída, mostra quanto da receita depende de clientes que vão precisar de crédito de IBS e CBS e se existe risco concentrado em poucos compradores. A análise da classificação fiscal cruza os NCMs das mercadorias e os CFOPs das operações com a base tributária da plataforma e as regras da LC 214/2025, identificando reduções aplicáveis. A análise da cadeia de fornecedores, feita pelos XMLs de entrada, mostra quanto de crédito a empresa conseguiria aproveitar no modelo híbrido e se os fornecedores atuais sustentam essa escolha.

Esse costuma ser o ponto que define a escolha. Quando a empresa compra quase tudo de outros optantes pelo Simples, o crédito nas entradas é baixo e o modelo híbrido tende a fazer menos sentido. Quando dá para trocar parte dos fornecedores, o cenário pode mudar bastante, e a ferramenta permite simular essas trocas antes de qualquer mudança real na operação.

O Simulador da Reforma para o Simples dentro da plataforma

Essa frente se materializa no Simulador da Reforma para Empresas do Simples Nacional. Ele roda a partir dos XMLs e do PGDAS da mesma competência, considera as despesas que geram crédito e não vêm em nota, como energia, internet e aluguel, quando o usuário as informa, e entrega gráficos, relatórios e cenários comparativos que podem ser salvos e exportados. O relatório também pode passar pela inteligência artificial da plataforma, que organiza os números em um laudo interpretativo para apoiar a reunião com o empresário.

A metodologia se apoia na LC 123/2006, que rege o Simples, e na LC 214/2025, que regulamenta a Reforma. Como em toda a plataforma, o limite está claro. A ferramenta entrega cenários comparativos, não um veredito automático sobre o melhor regime. A decisão final é do contador junto com o empresário, porque envolve fatores que não estão nos números, como o relacionamento com clientes e a estratégia comercial da empresa. A simulação também é projeção de cenário, não a apuração efetiva do IBS e da CBS no dia a dia, e a qualidade do resultado depende da qualidade dos XMLs e do PGDAS.

A casa por trás da frente

A e-Auditoria trabalha há mais de uma década com inteligência fiscal aplicada a dados reais de escritórios contábeis. O Simulador para o Simples nasce desse trabalho, com foco em transformar uma decisão técnica difícil em uma análise que o escritório consegue entregar para a carteira inteira.

“O empresário do Simples vai descobrir que a Reforma mexe com a competitividade dele, não só com o imposto que ele paga. Quem chegar primeiro nessa conversa, com cenário estruturado e empresa por empresa, defende a carteira e abre espaço para um serviço consultivo que antes não existia no Simples”, afirma Fred Amaral, CEO da e-Auditoria.

Conheça o Simulador da Reforma para o Simples

Para ver como comparar o DAS e o modelo híbrido nos clientes do Simples, conheça o Simulador da Reforma para Empresas do Simples Nacional da e-Auditoria e agende uma demonstração.

Sobre a e-Auditoria

A e-Auditoria é uma plataforma de inteligência fiscal voltada a escritórios contábeis. Ela reúne auditoria digital, correção de SPED, apuração do Simples Nacional, simulação da Reforma Tributária e recuperação de créditos, com o propósito de reduzir retrabalho, dar mais segurança à escrituração e liberar a equipe do escritório para atuar de forma mais consultiva com os clientes.





Source link

Deixe um comentário