Foi prorrogada até o fim do ano a cobrança de imposto de 12% sobre as exportações de petróleo, aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, como informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, nesta sexta-feira (6).
A medida foi adotada em março deste ano para segurar os efeitos da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã sobre os preços dos combustíveis.
O preço do barril de petróleo saiu de US$ 68 ou R$ 374 no dia 27 de fevereiro, véspera do início do conflito, para cerca de US$ 100 ou R$ 550, nesta sexta.
De acordo com a nota do governo, o pedido de prorrogação até 31 de dezembro foi feito pelo Ministério da Fazenda. A justificativa foi a permanência do cenário adverso e a necessidade de manter normalizado o abastecimento doméstico de derivados de petróleo.
O valor arrecadado pelo imposto de exportação é utilizado para compensar parte dos subsídios dados ao diesel: um geral de R$ 2,12 por litro e outro de R$ 1,40 para o diesel importado.
