De acordo com a Fiocruz, o segundo semestre de 2026 na Bahia está sendo marcado pela predominância da Síndrome Respiratória Aguda Grave por Influenza B, que está causando maioria das internações por doenças respiratórias.
O boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia registou 1.033 casos do vírus, além de 23 óbitos até ao final do mês de setembro. O médico epidemiologista José Geraldo Ribeiro alerta para a possibilidade de isso se tratar do reflexo das coberturas vacinais não ideais e ressalta a necessidade de imunizar principalmente as pessoas que fazem parte dos grupos de risco:
“Vacinar prioritariamente as crianças, os idosos, gestantes, aqueles pacientes que têm alguma comorbidade. Esses são os grandes grupos de risco.”
O especialista explica ainda que, apesar de os sintomas deste vírus se assemelharem a uma virose comum, eles podem causar problemas graves nas pessoas que compõem o grupo de risco, o que aumenta a necessidade de imunização:
“Nessas pessoas de risco, ela pode acabar acometendo o pulmão, acometendo as vias respiratórias e causando problema diretamente com pneumonites e outros quadros, além de abrir caminho para as pneumonias bacterianas. O vírus Influenza é um grande aliado do pneumococo, que é o grande causador de pneumonias graves na comunidade.”
Na capital baiana, o serviço de vacinação é ofertado em todas as unidades de saúde para todas as pessoas a partir dos 6 meses de vida. Para receber a imunização, é necessário apresentar o documento de identificação com foto, cartão SUS e a caderneta de vacina.
