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o que é e como funciona a contratação aberta


Uma contratação pode começar sem análise de currículo ou entrevista? No modelo conhecido como open hiring, sim. Em sua forma original, a empresa oferece vagas de entrada a pessoas inscritas em uma lista, respeitando a ordem de chegada e os requisitos necessários para exercer a função.

A proposta ganhou visibilidade com a Greyston Bakery, nos Estados Unidos. Para determinadas vagas de sua produção, a empresa dispensa currículo, entrevista e consulta de antecedentes. Quando surge uma oportunidade, chama a próxima pessoa da lista e oferece treinamento e apoio após a admissão. 

O método procura reduzir barreiras que podem afastar candidatos de um emprego, como longos processos seletivos ou a exigência de experiência anterior para atividades que podem ser aprendidas no trabalho.

Como funciona na prática?

O primeiro passo é escolher uma função cujas atividades possam ser ensinadas de maneira estruturada. A empresa define as condições da vaga, divulga o trabalho e recebe inscrições em uma lista acessível aos interessados.

Na experiência da Greyston, a oferta segue a ordem dessa lista. A ausência de entrevista não elimina a necessidade de explicar jornada, remuneração, tarefas e condições de trabalho antes de concluir a contratação. O treinamento acontece depois da entrada, com acompanhamento para que o profissional desenvolva as habilidades exigidas. 

Uma empresa também pode aproveitar parte dessa lógica, simplificando exigências desnecessárias em suas vagas, sem reproduzir integralmente o modelo.

Quando vale considerar o modelo?

O open hiring tende a ser mais fácil de avaliar em vagas de entrada, com tarefas definidas e possibilidade real de treinamento. Antes de adotá-lo, o empregador precisa verificar se a atividade exige habilitação, formação específica ou outras condições que não podem ser dispensadas.

Também é necessário planejar quem fará a integração do novo empregado e como seu desempenho será acompanhado. Retirar etapas da seleção sem oferecer orientação no início do trabalho pode apenas transferir dificuldades para a equipe e para o profissional contratado.

No Brasil, open hiring não é uma modalidade especial de contrato. Se houver relação de emprego, continuam valendo as regras trabalhistas, de saúde e segurança e de registro da admissão. O manual do eSocial orienta sobre o envio das informações de admissão pelo empregador. 

Para o RH e o departamento pessoal, a pergunta central é quais critérios são realmente indispensáveis à vaga e quais apenas dificultam o acesso de candidatos capazes de aprender a função. A resposta permite testar processos mais abertos sem deixar de lado a estrutura necessária para receber e desenvolver quem foi contratado.





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