Brasília

Arrecadação federal de agosto bate recorde e atinge R$ 235,5 bi

Arrecadação federal de agosto bate recorde e atinge R$ 235,5 bi


A arrecadação federal cresceu mais de 8% em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado, descontada a inflação, e atingiu R$ 235,5 bilhões.

Os dados foram divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira.

No ano, a arrecadação ultrapassou os R$ 2,1 trilhões.

Nos dois períodos, foi o melhor resultado desde o início da série histórica em 1995.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que até agosto a tributação sobre lucros e dividendos chegou a R$ 4 bilhões.

Ela foi criada para ajudar a compensar a isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Com isso, foi proposta uma revisão da projeção dessa arrecadação inicial de R$ 29 bilhões para R$ 10,5 bilhões até o fim do ano.

Claudemir lembrou que parte da arrecadação sai da declaração do Imposto de Renda que vai ser feita em 2027:

“O valor da retenção foi fixado em R$ 50 mil. Então ele falou assim: ‘Olha, eu devo para você de dividendos R$ 60 mil, eu não vou pagar R$ 60 mil porque R$ 60 mil vai ter retenção, vou pagar duas parcelas de R$30 mil’, e ele não teve a retenção. Mas chega no imposto mínimo, é R$ 60 mil, aí eu vou cobrar o imposto mínimo em 2027. Então assim, em 2027 nós vamos ter ainda tributação sobre os lucros e dividendos distribuídos em 2026.”

Segundo a Receita, esse acréscimo na arrecadação total de agosto é explicado pelo desempenho das empresas e aumento na contribuição para a Previdência Social.

Além disso, o bom resultado da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e de dividendos.

Esta tributação arrecadou 33% a mais que em agosto de 2025.

Um dos destaques de agosto foi o Imposto de Exportação sobre óleo bruto, o petróleo, adotado para compensar os subsídios para o diesel, criado para evitar uma disparada de preços por causa da guerra no Irã.




Fonte GDF

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