Em meio a um ambiente econômico marcado por juros elevados, crédito mais restritivo e aumento da pressão sobre o caixa das empresas, grandes grupos empresariais passaram a enfrentar processos de reestruturação financeira e renegociação de dívidas em
Para Sérvulo Mendonça, chairman da
“Momentos de crédito restrito e juros elevados funcionam como um teste de resiliência para as empresas. Estruturas com baixa previsibilidade financeira, crescimento desorganizado ou deficiência em processos de controle e gestão tendem a sentir esses impactos de forma muito mais intensa”, alerta.
Recuperação judicial em alta no Brasil
Os números reforçam a dimensão do movimento. Segundo dados da consultoria RGF, especializada em reestruturação de empresas, o número de companhias em recuperação judicial saltou 66% nos últimos três anos, atingindo 6.341 casos no segundo trimestre de
O cenário ocorre em um contexto de Selic elevada, maior seletividade na concessão de crédito e aumento do rigor nas análises de risco corporativo após episódios recentes de grande repercussão no mercado brasileiro.
Na avaliação de Sérvulo Mendonça, as crises recentes também ampliaram a percepção do mercado sobre a importância da governança corporativa como ferramenta de sustentabilidade empresarial.
“Hoje, investidores, credores e o próprio mercado observam com muito mais atenção fatores ligados à transparência, compliance, gestão de risco e capacidade de execução financeira. Resultado operacional sem estrutura sólida de governança já não é suficiente para transmitir segurança ao mercado”, conclui o executivo.
Fonte: Braun Comunicação Integrada
