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UFMG terá primeiro centro de competência em terapias e vacinas com RNA

UFMG terá primeiro centro de competência em terapias e vacinas com RNA


A Universidade Federal de Minas Gerais terá o primeiro centro de competência em terapias e vacinas com RNA do país. O objetivo é unir pesquisa científica e o setor industrial para garantir acesso da população tanto a vacinas quanto a novas terapias através do SUS. A tecnologia de RNA funciona como uma espécie de manual de instruções, que ensina as células do próprio corpo a combater doenças. E não serve só para a produção de vacinas, explicou a professora da UFMG e coordenadora do centro, Sandra Teixeira. A técnica permite criar tratamentos para controlar o colesterol alto, tratar hemofilia e até combater o câncer.

“Alguns RNA, formulações contendo RNA mensageiro, podem fazer as pessoas produzirem proteínas . Elas têm deficiência na produção e por isso existem as doenças como hemofilia, por exemplo. E se a gente quiser chegar ainda mais longe, eles podem ser utilizados para modificar células do sistema imune para gerar as famosas células CAR-T, que hoje tem um papel muito importante em, por exemplo, controlar o câncer”.

O Centro de Competência em Terapias E Vacinas com RNA em Belo Horizonte tem um aporte financeiro de R$ 60 milhões em uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, comentou o secretário adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Eduardo Jorge Valadares.

“Essas ações é uma das iniciativas que a gente, em conjunto com a Embrapi, vem apoiando para tentar superar isso. Se a gente não conseguir transpor tudo aquilo que é desenvolvido num hub tecnológico como a UFMG, como o BH-TEC, em ações e projetos que permitam o setor produtivo, seja público ou privado, se apropriar desse conhecimento e transformar esse conhecimento em produto que efetivamente chega no cidadão, a gente não vai fazer um financiamento, um fomento a esse complexo econômico industrial da saúde de forma efetiva”.

E o foco diferencial do uso da técnica de RNA serão os problemas de saúde da região. Os pesquisadores já trabalham em vacinas de RNA contra a malária e a doença de Chagas, doenças que, por serem típicas da América Latina, são mais difíceis de despertarem o interesse da indústria internacional. Também há estudos para dengue e chikungunya.

 




Fonte GDF

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