Brasília

SUS vai adotar protocolo rápido com trombolíticos para infarto e AVC

SUS vai adotar protocolo rápido com trombolíticos para infarto e AVC


No Brasil, a cada três mortes, uma é provocada por doenças cardiovasculares, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). A cada ano, mais de 100 mil pessoas morrem por causa do AVC no país.

Justamente por isso, as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) vão adotar protocolos rápidos para atendimento dessas urgências. 

É o que prevê a lei sancionada nesta quarta-feira (2), que autoriza o uso de medicamentos chamados trombolíticos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de todo o país.

Eles são usados para dissolver coágulos em pacientes infartados, levando em conta os critérios de segurança do Ministério da Saúde.

Durante a cerimônia de sanção do projeto, o ministro Alexandre Padilha destacou o impacto da medida na população.  

“Doenças cardiovasculares, ainda, é aquilo que mais mata no Brasil. A gente tem de 300 mil a 400 mil casos de infarto por ano. Nós estamos falando de um impacto muito grande na vida das pessoas. Esse projeto de lei garante que, nos serviços de urgência e emergência, seja um direito dos pacientes ter acesso à terapia dos trombolíticos. É como se estivesse quebrando os trombos que podem causar o infarto, o Acidente Vascular Cerebral”.

O titular da Saúde também mencionou a importância de a medida ser uma lei federal; e o quanto isso pode reduzir, inclusive, os custos para os pacientes.  

“Vamos levar para pactuação com estados e municípios. A lei passa a dar uma obrigação muito maior da gente, enquanto ministério, do gestor estadual e do municipal cobrarem a implementação do que está acontecendo. Com isso, a ideia é reduzir o tempo de tratamento. É um medicamento que custa, em média, R$ 7 mil. Além de salvar vidas, é um grande alívio no bolso das famílias”.

O novo protocolo para atendimento dessas urgências entra em vigor em seis meses. 

 




Fonte GDF

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