A Islândia, pequeno país insular no norte do Oceano Atlântico, rejeitou a proposta de se juntar à União Europeia.
No resultado do referendo anunciado neste domingo, a maioria dos islandeses disse não à iniciativa do governo de retomar as negociações de adesão ao bloco.
A ilha de cerca de 400 mil habitantes debate a possibilidade de entrada na União Europeia há mais de uma década, mas, no sábado, cerca de 52% dos eleitores votaram contra essa proposta.
Segundo a agência Reuters, prevaleceu o argumento de que o setor da pesca não deveria ser colocado em risco.
É que as regras da União Europeia obrigariam a Islândia a compartilhar o controle das águas e das cotas de pesca com os demais países do bloco.
A atividade responde por 15% do Produto Interno Bruto do país e por 40% das exportações.
A primeira-ministra Kristrún Frostadóttir afirmou que, a partir de agora, os esforços serão voltados ao fortalecimento das relações com a União Europeia por meio do Espaço Econômico Europeu, ao lado de países como a Noruega.
Os defensores da adesão argumentavam que a entrada no bloco poderia reforçar a segurança da Islândia, já que o país não tem um exército próprio, embora faça parte da Otan.
Além disso, a adoção do euro poderia trazer alívio para a economia.
A taxa básica de juros islandesa está em 8%, uma das mais altas da Europa.
Em 2009, durante a crise financeira, a Islândia chegou a solicitar a adesão à União Europeia, mas as negociações foram encerradas quatro anos depois.
Ainda segundo a Reuters, a Comissão Europeia afirmou que o resultado do referendo deve ser respeitado e que a Islândia continua sendo um parceiro próximo do bloco.
