Começou na Europa a temporada 2026/2027. Grandes clubes das principais ligas do continente vão em busca de títulos, nacionais e/ou internacionais, até maio.
Com essas equipes em ação, os jogadores mais badalados desfilam seu futebol, após o descanso, mais merecido para uns que para outros, posterior à Copa do Mundo.
Em meio aos jogos, no fim de outubro (dia 26), será realizada a primeira das duas mais conhecidas premiações que elegem o melhor jogador do mundo: a septuagenária Bola de Ouro, da revista France Football, entregue desde 1956.
O evento deixa a França e será em Londres. Homenageará Stanley Matthews (1915-2000), o primeiro ganhador do troféu, que jogou até os 50 anos e foi alçado a “sir” pela Coroa Britânica em 1965, por seus serviços prestados ao futebol.
Quem levará? Muito difícil apostar em alguém numa temporada em que ninguém se destacou indiscutivelmente.
Mbappé, do Real Madrid, fechou 2025/2026 em alta, como artilheiro do Campeonato Espanhol (25 gols), da Champions League (15 gols) e da Copa do Mundo (10 gols). Passou a liderar a artilharia geral das Copas do Mundo (22 gols). Entretanto não esteve no topo do pódio nesses campeonatos.
Messi, do Inter Miami (da medíocre liga de EUA/Canadá), fez, como Mbappé, uma Copa espetacular –e tem muito mais fama e popularidade. Terminou como vice-artilheiro (oito gols), só que faltou erguer a taça. Deu Espanha na decisão.
O título espanhol, aliás, fortalece o capitão de La Roja: o volante Rodri (novo reforço do Barcelona), eleito o craque do Mundial, conhecido pela liderança e regularidade.
Antes da Copa, eu diria que o favorito à Bola de Ouro era o georgiano Kvaratskhelia, dez gols e seis assistências na Champions, melhor jogador do PSG no bicampeonato do clube parisiense. Só que a Geórgia não foi à competição multipaíses.
Dois jogadores do Bayern de Munique que estiveram nela (o inglês Kane e o francês Olise) também estão bem cotados para o prêmio.
Como não há um claro favorito, e a votação (cem jornalistas formam o colégio eleitoral) ocorrerá com a atual temporada em andamento, há possibilidade de ela, apesar de não ser considerada no período de avaliação (a que vale é a de 2025/2026), influenciar os eleitores a votar em quem está bem no momento vigente. Um embaralhamento de memória possível de acontecer.
Pior se dá com a eleição do melhor do mundo da Fifa –da qual participam jornalistas, técnicos, jogadores e torcedores–, sempre muitos meses depois do término da temporada a ser considerada para a escolha. A última edição foi em dezembro.
Última, inclusive, com o nome The Best. A Fifa, por razões políticas e comerciais, aliou-se no final do ano passado ao Conselho de Esportes de Dubai (Emirados Árabes) para reformular a premiação e enterrou uma marca consolidada. Sabe-se lá o que virá, e quando será.
Certo é isto: será tarde.
Haverá o dia em que o organizador do prêmio, seja a France Football, seja a Fifa, perceberá que o calendário da premiação está errado? Como seria bom, na semana seguinte ao encerramento de uma temporada, haver a laureação do melhor dela, e não quando o então melhor pode não ser mais o melhor.
Do jeito incoerente que está, não facilita. Seja para quem vota, seja para quem vê a premiação.
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