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Presidente da federação da Nigéria de futebol renuncia – 27/08/2026 – Esporte


O presidente da NFF (Federação Nigeriana de Futebol) renunciou ao cargo nesta quinta-feira (27), em meio a acusações de corrupção e a uma série de resultados decepcionantes das seleções do país, mais recentemente da equipe feminina.

A decisão de Ibrahim Musa Gusau ocorre um mês antes da próxima eleição geral da federação.

Vários integrantes da diretoria da NFF também deixaram seus cargos, segundo a imprensa local.

“Decidi renunciar ao cargo de presidente da NFF”, disse Gusau a jornalistas em Abuja, acrescentando que “aconselhou” os demais integrantes da diretoria a “também renunciarem”.

Segundo a imprensa local, a NFF está sendo investigada pelo serviço secreto nigeriano, o Departamento de Serviços de Estado (DSS), pelo suposto uso indevido de 17 bilhões de nairas (cerca de US$ 12,7 milhões; R$ 65,5 milhões) recebidos do governo em 2024 para quitar pagamentos atrasados devidos a jogadores e dirigentes das seleções nacionais.

Apesar de a Nigéria ser uma das principais potências do futebol africano, a entidade que comanda o esporte no país há muito enfrenta acusações de corrupção e má gestão.

Jogadores e treinadores das seleções nacionais têm protestado publicamente e de forma recorrente contra o não pagamento de diárias e gratificações.

A mais recente controvérsia ocorreu após a seleção feminina não conseguir se classificar para a Copa do Mundo feminina de 2027.

Atuais campeãs africanas e dez vezes vencedoras da Copa Africana de Nações Feminina, elas foram eliminadas nas quartas de final e depois perderam por 2 a 1 para a África do Sul na repescagem por uma vaga no torneio.

A derrota significa que a Nigéria ficará fora da competição mundial pela primeira vez desde sua criação, em 1991.

A seleção masculina também não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo desde sua última participação, em 2018, ficando de fora das edições de 2022 e 2026.

Apesar de ter renunciado, Gusau defendeu sua gestão e atribuiu as dificuldades financeiras da entidade à crise econômica do país e à volatilidade cambial.

Ele também anunciou uma parceria com a Adidas, que garantirá à Nigéria pagamentos anuais de US$ 4,5 milhões (R$ 23,2 milhões) em dinheiro.



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