A produção industrial brasileira recuou 1,8% na passagem de maio para junho de 2026. Esse é o segundo resultado negativo seguido do ano.
No acumulado de 2026, o índice aponta expansão de 1,5%. Já nos últimos 12 meses o avanço é de 0,7%. As informações são do IBGE e foram divulgadas nesta terça-feira (4)
Dezesseis das 25 atividades industriais analisadas apresentaram recuo na produção, como detalhou o gerente da pesquisa, André Macedo.
“A influência negativa mais importante foi assinalada por produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 5,9%, marcando dessa forma o segundo mês seguido de queda na produção e acumulando nesse período perda de 11,8%. As maiores pressões negativas vieram da menor produção do álcool etílico e dos produtos derivados do petróleo, especialmente o óleo diesel e a gasolina automotiva”.
Outras contribuições negativas foram registradas em produtos químicos, alimentícios, farmoquímicos e farmacêuticos, confecção de artigos do vestuário e acessórios, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, outros equipamentos de transporte, produtos de borracha e de material plástico e indústrias extrativas.
Entre as nove atividades que tiveram avanço na produção, a principal influência positiva veio de celulose, papel e produtos de papel, explica André Macedo
“O resultado positivo mais intenso observado neste mês foi influenciado pela maior produção da celulose, especialmente impulsionado pela volta à produção de unidades produtivas que haviam realizado paralisações técnicas no mês anterior”.
Na comparação com junho do ano passado, a indústria avançou um 1,7% em junho de 2026 e marca o quarto mês seguido com crescimento na produção.
Com esses resultados, a produção industrial brasileira encontra-se 1,8% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020, mas ainda está 15,2% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.
