As autoridades da Espanha atualizaram para 72 o número de imigrantes mortos na tentativa de entrar na cidade autônoma de Ceuta na semana passada. A maioria teria morrido afogada.
Já grupos de direitos humanos falam em mais de 100 mortos. Só na terça-feira (28), cerca de 60 mil pessoas chegaram ao território espanhol na África. A maioria já retornou ao Marrocos. Outros seguem em Ceuta em busca de asilo.
Autoridades locais dizem que não sabem ainda como lidar com tantas pessoas, enquanto moradores levam água e comida para muitos que estão acampados na praia.
A entrada massiva em Ceuta gerou uma crise na Europa. Países pediram a exclusão da Espanha do acordo de livre circulação de pessoas pelo bloco. A Espanha investiga se o Marrocos teria facilitado propositalmente a passagem de pessoas pela fronteira.
Novo apagão em Cuba
A população cubana enfrentou o sexto apagão elétrico do ano. A estatal União Elétrica confirmou o colapso. Hoje de manhã (3), parte da rede já tinha voltado a funcionar.
A ilha caribenha, de pouco menos de 10 milhões de habitantes, tem sofrido com cortes constantes de energia por causa do embargo energético imposto pelos Estados Unidos ao país.
O bloqueio tem dificultado a chegada de petróleo do exterior para que as termoelétricas convertam em eletricidade.
Há pouco mais de um ano, foi lançado um programa para instalação de sistemas fotovoltaicos em massa, mas o volume não é capaz de reduzir a dependência de combustível estrangeiro.
Rússia X Ucrânia
Um bombardeio russo contra um depósito na Ucrânia destruiu 8 milhões de livros na região de Kharkiv. O alvo foi a editora infantil Ranok, que produz cerca de um terço dos livros didáticos do país.
O diretor da empresa acusou Moscou de atentar contra cultura ucraniana. O Kremlin negou ter atingido o local de forma proposital.
Desde o início da guerra, ataques russos atingiram diversos museus, galerias, cinemas, igrejas e outros locais de importância cultural na Ucrânia.
Já a Rússia afirmou que hoje os ataques de drones ucranianos atingiram uma praia lotada no Mar Negro no fim de semana. Sete pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas.
Estreito de Ormuz
O Irã afirmou que está negociando com Oman a criação de uma rota temporária no estreito de Ormuz para retomar parte do tráfego marítimo. Os dois países controlam as margens do canal, por onde passavam, antes da guerra, 20% do petróleo mundial e diversas embarcações comerciais que entram e saem dos países do Golfo.
Teerã também afirmou que não está negociando com os Estados Unidos.
A declaração ocorre após o presidente norte-americano Donald Trump afirmar que as conversas com o Irã estariam evoluindo e, por isso, teria cessado os ataques ao país persa no fim de semana.
* Com informações da agência Reuters.
