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Infantino perde apoio para a reeleição – 03/08/2026 – Esporte


A entidade que comanda o futebol na Inglaterra retirará o apoio à reeleição do presidente da Fifa, Gianni Infantino, informou o site The Athletic nesta segunda-feira (3). Decisão semelhante havia sido tomada pouco antes pelas federações da Sérvia, da Suécia e do País de Gales.

A Federação Inglesa de Futebol (FA, na sigla em inglês) divulgou um comunicado no qual manifestou descontentamento com Infantino após a tentativa frustrada do dirigente de vender a um investidor privado uma participação de 21% nas operações comerciais e de eventos da Fifa.

“É hora de uma revisão completa e rigorosa da liderança e da governança da Fifa, para garantir que o futebol mundial seja administrado de forma transparente, em benefício de todas as 211 associações-membro e tendo como prioridade a gestão de longo prazo do futebol”, afirmou a FA no comunicado.

Infantino, 56, ocupa o cargo desde fevereiro de 2016 e disputará a reeleição no próximo ano. Ele concorreu sem adversários em 2019 e 2023.

As federações de futebol do País de Gales e da Sérvia também anunciaram nesta segunda-feira que estão retirando formalmente o apoio a Infantino.

A reação contra o dirigente máximo do órgão que comanda o futebol mundial se intensificou após o fracasso de seu plano de vender a investidores privados uma participação na Copa do Mundo.

A proposta da Fifa de obter até US$ 4,2 bilhões de investidores privados com a venda de uma participação em uma nova entidade responsável por competições, entre elas a Copa do Mundo, foi abandonada na sexta-feira (31), após forte resistência das partes interessadas.

“A Federação de Futebol da Sérvia retirou o apoio a Gianni Infantino para um novo mandato como presidente da Fifa”, afirmou a entidade em comunicado.

“Lembramos que manifestamos por escrito nosso apoio ao senhor Infantino em 25 de maio deste ano, mas, após analisarmos cuidadosamente os acontecimentos que, no período recente, prejudicaram seriamente a imagem e a reputação tanto da Fifa quanto de seu presidente, esta é a única decisão lógica e racional.”

A Suécia tomou a mesma decisão.

“Em uma reunião extraordinária do conselho realizada nesta segunda-feira, a SvFF decidiu não apoiar o presidente da Fifa, Gianni Infantino, na próxima eleição”, afirmou a federação sueca.

“A decisão foi tomada após uma avaliação de longo prazo sobre os rumos da Fifa e da liderança da organização. Ela se baseia em falhas recorrentes de governança, transparência e gestão, o que significa que já não existe confiança na liderança de Gianni Infantino.”

Antes disso, o País de Gales havia se tornado a primeira federação nacional a retirar formalmente o apoio a Infantino.

“A Federação de Futebol do País de Gales confirma, por meio deste comunicado, a retirada do apoio à candidatura do senhor Gianni Infantino à reeleição como presidente da Fifa para o mandato de 2027 a 2031”, afirmou a entidade galesa em comunicado.

“As falhas recentes em boa governança, processos, liderança, valores, gestão das partes interessadas, comunicação e capacidade de julgamento nos levaram a uma situação em que o senhor Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer no comando do futebol mundial.

“Deixar de colocar os interesses do futebol em primeiro lugar é uma falha que não podemos aceitar.”

A Federação Inglesa de Futebol também retirará o apoio a Infantino, segundo uma fonte familiarizada com a entidade.

INFANTINO BUSCA APOIO DE TRUMP

Infantino buscou o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta segunda-feira o jornal New York Post, citando fontes a par do assunto.

Segundo o Post, Infantino tentou repetidamente, sem sucesso, falar com Trump por telefone desde que a proposta fracassou na sexta-feira. O dirigente da Fifa se sentia “isolado” diante de uma avalanche de cobertura negativa na imprensa.

A Fifa não comentou o assunto de imediato. A Casa Branca também não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

Infantino enfrenta uma pressão sem precedentes depois que as confederações regionais Uefa e Concacaf afirmaram no sábado (1º) ter perdido a confiança em sua liderança.

A entidade que comanda o futebol europeu liderou a reação contra os planos de Infantino e comemorou a decisão de abandoná-los, mas não confirmou reportagens segundo as quais estaria se preparando para tomar medidas legais contra a Fifa em razão do caso.

A Uefa afirmou ter enviado uma ordem de preservação de documentos, que impede a destruição de emails, arquivos ou dados quando há a expectativa de uma investigação.

Infantino afirmou em abril que pretendia disputar a reeleição para um quarto mandato como presidente da Fifa. Desde que assumiu o cargo em 2016, sucedendo o também suíço Sepp Blatter, Infantino foi reeleito duas vezes sem adversários.

Embora sua reeleição para o mandato de 2027 a 2031 parecesse uma formalidade, especialistas disseram à Reuters que a repercussão da proposta fracassada revelou a insatisfação entre integrantes da Fifa e poderia dificultar seu caminho antes do Congresso da entidade, marcado para março no Marrocos.



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