A Fifa está estudando se deve expandir a Copa do Mundo de 48 para 64 seleções na edição de 2030, de acordo com um documento visto pela Reuters, em uma medida que pode remodelar o principal torneio do futebol quando ele celebrar seu centenário.
A entidade máxima do futebol mundial quer nomear uma agência independente para avaliar o ambicioso plano de expansão, que adicionaria mais 16 nações a um torneio que já havia crescido de 32 para 48 seleções em 2026.
“A Fifa deseja nomear uma agência independente para determinar se e como a expansão da Copa do Mundo de 48 para 64 seleções nacionais participantes, a partir da edição de 2030, impactaria a proposta do torneio”, afirmou a entidade em um documento de diretrizes para a pesquisa.
A confederação sul-americana (Conmebol) havia proposto oficialmente sediar a Copa do Mundo de 2030 com 64 seleções no ano passado, permitindo que mais países tivessem a oportunidade de participar das celebrações da edição do centenário do torneio.
A edição de 2026 nos EUA, Canadá e México foi a primeira desde 1998 a abandonar o formato de 32 seleções, adicionando mais quatro grupos e uma fase eliminatória extra no processo, resultando em 104 partidas ao longo de mais de cinco semanas.
O estudo acelerado vem na esteira do plano da Fifa de criar uma subsidiária de US$ 20 bilhões para administrar a Copa do Mundo e seus outros eventos com investidores externos, uma medida que atraiu críticas e uma decisão da Uefa de boicotar eventos da Fifa.
A Reuters entrou em contato com a Fifa para solicitar um posicionamento.
“Não é uma boa ideia”
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, disse no ano passado que expandir a Copa do Mundo para 64 seleções não era uma boa ideia.
A posição da entidade europeia não mudou desde então, enquanto o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, também havia manifestado oposição, questionando no ano passado onde uma expansão adicional poderia terminar.
A análise proposta pela Fifa tem como objetivo avaliar se a expansão proposta pode fortalecer o torneio ou se preocupações como diluição da competição, congestionamento do calendário, complexidade operacional e saturação do mercado superam os potenciais benefícios.
O estudo examinará o potencial impacto da expansão do torneio para 64 seleções, incluindo os efeitos na competição, equilíbrio competitivo, qualificação, bem-estar dos jogadores e calendário internacional.
Também estimará as receitas que poderiam ser geradas com vendas de ingressos, patrocínio e direitos de transmissão sob o formato proposto.
“A recomendação final deve demonstrar não apenas se um torneio de 64 seleções pode gerar valor incremental, mas se esse valor é sustentável”, acrescentou o documento.
A Fifa disse que uma decisão sobre a seleção da agência seria tomada em 14 de agosto e que ela teria apenas quatro semanas para entregar sua análise, até 11 de setembro.
A Copa do Mundo de 2030 será sediada conjuntamente por Marrocos, Portugal e Espanha, enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai sediarão uma partida cada para celebrar o 100º aniversário do torneio.
