A praia costuma ser sinônimo de descanso, mas a combinação de sol forte, vento, areia e água do mar também representa um desafio para a saúde dos olhos. Sem os cuidados adequados, a exposição prolongada pode causar desde irritações temporárias até lesões na córnea e aumentar o risco de doenças oculares ao longo da vida.
Além do desconforto imediato, especialistas alertam que os danos provocados pela radiação ultravioleta (UV) são cumulativos e podem favorecer o desenvolvimento de catarata, pterígio (conhecido popularmente como “carne no olho”), e outras alterações na visão.
Sol, vento e areia aumentam o risco de lesões nos olhos
Segundo o oftalmologista Diogo Bezerra, da plataforma Doctoralia, diversos fatores presentes na praia atuam ao mesmo tempo sobre a superfície ocular. A radiação ultravioleta pode provocar fotoceratite, uma espécie de queimadura na córnea causada pela exposição intensa ao sol.
O vento acelera a evaporação da lágrima, favorecendo ressecamento, ardor e vermelhidão. Já a areia pode provocar pequenos arranhões na córnea, especialmente quando a pessoa esfrega os olhos após o contato com os grãos.
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do Metrópoles Saúde e Ciência
“Pequenos cuidados durante um dia de lazer ajudam a evitar problemas imediatos e reduzem os danos cumulativos causados pela exposição solar ao longo da vida”, destaca Bezerra.
O especialista também orienta procurar um oftalmologista caso haja dor intensa, vermelhidão persistente, visão embaçada, secreção ou sensação de corpo estranho que não melhora após a lavagem dos olhos com água limpa ou soro fisiológico.
Como proteger os olhos durante um dia de praia
- Utilizar óculos de sol com proteção UV certificada.
- Usar chapéu ou boné para reduzir a incidência direta dos raios solares.
- Evitar olhar diretamente para o Sol.
- Não esfregar os olhos caso entre areia. O ideal é lavar a região com soro fisiológico ou água limpa.
- Pessoas com ressecamento ocular podem recorrer às lágrimas artificiais.
- Manter boa hidratação ao longo do dia.
- Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação ultravioleta atinge maior intensidade
Água contaminada e lentes de contato exigem atenção
Para o oftalmologista Evandro Schapira, do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo, a qualidade da água também merece atenção. Em praias impróprias para banho, a presença de bactérias, vírus e outros microrganismos pode favorecer conjuntivites e outras infecções oculares.
O médico ainda alerta para o uso de lentes de contato durante o passeio. O contato das lentes com água do mar, areia e microrganismos aumenta o risco de irritações e infecções, especialmente quando há manipulação inadequada.
Outro erro comum é utilizar óculos escuros sem proteção contra raios UVA e UVB. Nesses casos, a pupila dilata por causa da redução da luminosidade, permitindo que uma quantidade ainda maior de radiação alcance o interior dos olhos.
“Sempre que possível, recomenda-se utilizar óculos de sol com proteção UV certificada e ter cautela com o uso de lentes de contato em ambientes de praia”, orienta Schapira.
Esses cuidados simples ajudam a reduzir o risco de lesões, infecções e doenças oculares associadas à exposição solar.
