A Federação Norueguesa de Futebol denunciará ao Comitê de Ética da Fifa (Federação Internacional de Futebol) a anulação da suspensão do atacante dos Estados Unidos Folarin Balogun, após a intervenção de Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a presidente da entidade, Lisa Klaveness.
“Quando uma regra como essa é contornada, entra-se em uma espiral perigosa que coloca todo o futebol em risco. Questionar suas regras fundamentais constitui uma ameaça a este esporte”, enfatizou Klaveness em entrevista ao jornal britânico The Times.
“Em primeiro lugar, isso nunca deveria ter acontecido. Agora é essencial ter uma comunicação honesta a respeito. Todos sabemos que este veredito foi influenciado por forças externas e que não seguiu o procedimento adequado”, prosseguiu.
“Precisamos que o dirigente da Fifa reconheça que se trata de um erro”, acrescentou a presidente da federação norueguesa, que já havia sido a única a protestar formalmente contra o ‘Prêmio da Paz’ concedido pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao presidente americano em dezembro passado.
A dirigente do futebol norueguês também declarou ao Times que estava “decepcionada, mas não necessariamente surpresa” pela falta de transparência da Fifa neste assunto e pelo fato de não ter publicado integralmente a sentença que explica sua decisão.
Expulso na partida das oitavas de final contra a Bósnia e Herzegovina, Folarin Balogun viu sua sanção para o confronto das oitavas de final contra a Bélgica ser comutada para “uma suspensão de um jogo com um período probatório de um ano” pelo Comitê Disciplinar da Fifa.
Esta decisão ocorreu depois que o presidente americano Donald Trump pediu a Infantino que revisasse aquele cartão vermelho que lhe parecia injustificado. Infantino garantiu ter respondido que os órgãos da Fifa eram “independentes”.
Apesar da participação de Balogun, a Bélgica venceu por 4 a 1 os Estados Unidos.
